Unifae apresenta projetos de extensão à comunidade

ANA LAURA MORETTO
[email protected]

Aproximar o conhecimento acadêmico das necessidades da população é a proposta dos projetos apresentados na segunda edição do ‘Unifae de Portas Abertas’, realizado na terça-feira (27), na quadra do Centro Universitário, em São João da Boa Vista. Com o tema ‘A Extensão transforma!’, o evento reuniu cerca de 70 trabalhos desenvolvidos por estudantes e professores em parceria com diferentes setores da sociedade.

Por meio de apresentações, experiências interativas e estações práticas, o público pôde conhecer iniciativas que integram ensino, pesquisa e extensão, mostrando como o trabalho universitário pode contribuir com a qualidade de vida da população.

Para o reitor da Unifae, Marco Aurélio Ferreira, o evento representa os resultados das atividades realizadas ao longo do ano e demonstra a preocupação da instituição com a comunidade.

Extensão: na quadra poliesportiva, estudantes exibiram projetos que aproximam a
Unifae da comunidade e promovem transformação social (Ascom Unifae)

“Todos os projetos estão aqui expostos são iniciativas desenvolvidas pelos alunos, em conjunto com os professores, além de trabalhos de iniciação científica que vão até a comunidade em busca de resultados. Esse é o propósito da universidade, atender à comunidade e também ensinar aos alunos a importância desse relacionamento com o público externo”, destacou.

A pró-reitora de Extensão, Anita Bellotto Nagib, ressaltou que a experiência também transforma os estudantes. Segundo ela, o contato com diferentes realidades amplia a compreensão sobre a profissão e as necessidades sociais.

“Quando os alunos começam a ir para a comunidade, muda o sentido que aquela profissão tem na vida deles. Eles têm a oportunidade de conhecer as demandas reais da sociedade, discutir com os professores e pensar de que forma podem agir para minimizar os problemas e os impactos sociais”, afirmou.

VIVÊNCIAS
Entre os projetos apresentados estão ações de atendimento e voluntariado em outras regiões do país. A estudante Camille Canela, do 5º ano de Medicina, participa de missões humanitárias em reservas indígenas, ela destaca a importância de conhecer outras realidades e contribuir com comunidades que enfrentam dificuldades de acesso à saúde.

“É muito gostoso poder ajudar uma população tão carente. A gente vê situações muito tristes, mas sempre volta com o coração mais quentinho. A gente sempre volta com uma noção muito maior da profissão e como pessoa, nem se fala. Voltamos com um olhar totalmente diferente”, contou.

Outro trabalho apresentado foi desenvolvido por estudantes de Medicina e voltado à orientação sobre hanseníase. A aluna Lívia, do 2º ano, explicou que o grupo realizou uma triagem em uma Unidade de Saúde, com questionário sobre os principais sintomas da doença.

Das 83 pessoas abordadas, quatro tiveram respostas positivas para algum dos sintomas investigados. Três aceitaram realizar um teste neurológico simplificado, que avalia a sensibilidade em diferentes partes do corpo. Os participantes também receberam orientações futuros profissionais para procurar a unidade de saúde caso apresentassem outros sintomas semelhantes.

Para Lívia, o projeto contribui tanto para a formação acadêmica quanto para a saúde da população. “Muitas pessoas nunca ouviram falar da hanseníase. Quando levamos esse conhecimento até a população, ajudamos a melhorar o acesso à informação, ao diagnóstico e à qualidade de vida”, explicou.

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here