A luz que não se apaga!!!

Por Luciana de Andrade Ferreira Gomes
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Num desses dias tranquilos no sítio, quando o silêncio começa a pousar junto com o fim da tarde, resolvi olhar para o céu. O horizonte ainda guardava um resto de luz, mas acima de mim, o céu se espalhava como uma pintura antiga, cheia de pontos brilhantes cuidadosamente colocados. A lua, redonda e altiva, parecia até bater na porta da noite, pedindo licença para entrar de vez. Marte estava por ali também, curioso como, a olho nu, ele se disfarça de estrela maior, como se quisesse participar da conversa celestial

As Três Marias, o Cruzeiro do Sul… tudo no lugar de sempre. E então, sem aviso, me peguei pensando na Estrela de Belém.

Há pouco mais de dois mil anos, essa estrela guiou os magos, avisou que algo grandioso estava acontecendo, que um nascimento mudaria a história. E eu, ali, olhando para o céu do sítio, senti o peso suave dessa mesma pergunta que parece atravessar os séculos: que estrela nós estamos seguindo?

O ano correu, como sempre, ligeiro demais. Dezembro chegou com aquela pressa de quem não esperou ninguém. Fiquei pensando se, no meio dessa correria toda, ainda lembramos de levantar os olhos para o céu. Será que percebemos os sinais? Será que ainda nos damos tempo para ouvir o que brilha silenciosamente acima de nós?

A estrela dos magos era um sinal divino, um convite para seguir até a verdade. Hoje, talvez não tenhamos uma estrela tão evidente, mas ainda temos caminhos, intuições, pequenos brilhos que insistem em apontar direções quando a vida parece escura.

O problema é que, às vezes, nem olhamos para o céu. Os dias passam, os meses atropelam uns aos outros, os natais chegam tão rápido que mal percebemos que o ano acabou. E com eles chega também aquela sensação estranha de que, de tanto correr, esquecemos de olhar para o alto.

Mas o mais bonito da Estrela de Belém é isso: mesmo quando não a vemos, ela continua lá. Silenciosa, paciente, iluminando aos poucos, como quem sabe que cada pessoa tem seu próprio tempo para encontrar o caminho certo.

E talvez seja essa, afinal, a maior mensagem do Natal: a esperança não depende do nosso olhar. Ela brilha mesmo quando estamos distraídos

Que este dezembro nos traga um sopro de calma, trazendo consigo estrelas que falam em silêncio aos nossos corações. Que a Estrela de Belém, que guiou reis e sonhos, ilumine cada passo, cada escolha, cada gesto.

E que o brilho no céu seja também um convite para sorrir, recomeçar, amar e acreditar que, mesmo nas noites mais longas, a luz do amor sempre encontra seu caminho.

Que o Natal nos encontre leves, alegres e com os corações aquecidos pela magia das pequenas coisas… como aquele nascimento na manjedoura com os animais a aquecer, aquele que trouxe tanta luz para todos nós!!!!

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