Pau pra toda adega: o vinho que não pode faltar

Por Mariana Mendes De Luca | @marianamdeluca

“Vamos nos encontrar antes do Natal”, é a frase oficial de dezembro. Amigo secreto, festas, confraternização e ceia de Natal ocupam o mês mais badalado do ano e entre uma taça e outra, sempre tem alguém perguntando: “qual vinho eu levo?”.

A resposta é direta: um Pinot Noir!

O ‘pretinho básico’ da adega é aquele vinho que todo mundo prova e tem noção do que se está bebendo. Não tem nada mais elegante do que deixar aquele amigo que nada entende de vinho, confortável ao tomar um leve e descomplicado.

E o Pinot Noir é isso. É elegante, mas sem frescura.

Ele é um vinho tinto que pode ser colocado na geladeira uns minutinhos antes de servir e combina com pizza, com peixe, com salada, com queijos, aves e se bobear, até com pão de alho.

Ele é aquele convidado perfeito. Chega, faz todo mundo rir, não briga com a comida e te acompanha até no calor. É leve, cheio de aromas, tem sabor de frutas vermelhas e dependendo do rótulo, até um toque de madeira. É o vinho para quem quer beber bem, mas sem precisar fingir que entendeu o tanino.

Só que antes de ser esse vinho charmoso, ele surgiu para ser um ‘vinho elegante’ em Borgonha, no leste da França há mais de 2.000 anos. É uma das uvas mais antigas cultivadas pelo homem e por lá virou lenda pois dá origem a um dos vinhos mais caros do mundo, o Romanée Conti.

Eu já escrevi por aqui sobre a pronúncia de alguns vinhos, e o Pinot Noir (Pi-nô Nu-ar) consegue ser elegante até quando vamos falar. Nome esse que surge pelo formato da uva se parecer com uma pinha além de ser bem escura, “Pin” (pinheiro) “Noir” (preto).

E toda essa facilidade que temos para bebê-lo é proporcional a dificuldade do seu cultivo. É sensível ao clima, à umidade e às pragas, ainda assim, ela viajou e ganhou versões no Chile, na Nova Zelandia, na Alemanha, nos EUA e até no sul do Brasil, onde o clima ameno ajuda a manter seu frescor. Dessa forma, ele é um vinho que carrega o charme francês, mas com a personalidade local.

Eu sempre tenho ao menos um em minha adega, porque o Pinot Noir é aquele tipo de vinho que você não precisa de ocasião especial para tomar e ainda assim, tem uma elegância sem fazer o menor esforço.

Para quem não renuncia a tintos mesmo no calor, esse é o vinho ideal. E para quem toda vez fica na dúvida de qual vinho presentear ou na hora de escolher para comprar em uma promoção e até mesmo para servir em casa, o Pinot Noir com certeza é o básico que funciona.

Um brinde a uva favorita da minha mãe, que fortemente me influencia a tomar um bom Pinot Noir e até A Próxima Taça.

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