Vinhos (mais baratos) do verão

Por Mariana Mendes De Luca | @marianamdeluca

A temperatura aumentou e a cor do vinho na taça dos brasileiros já mudou de cor. Saímos dos tintos e migramos para o branco ou rosé, como se no calor o vinho mudasse de papel.

Aquelas mesas fartas de conversas longas, com vinhos encorpados e comidas quentes são substituídas pelo encontro entre amigos em um churrasco, na piscina ou na praia, com vinhos leves e fáceis de tomar.

O que nos mostra que, durante o verão, o vinho tem que cumprir uma função clara: refrescar!

São vinhos que costumam ser feitos para o prazer imediato, menos tempo de madeira, menos corpo, menos complexos e consequentemente, mais baratos. Não que sejam piores, longe disso, mas porque foram pensados para o agora, não para guardar.

Um dos fatores que colaboram para que o vinho chegue na taça do consumidor final com um valor reduzido, é a diminuição entre o tempo de produção e a comercialização.

Na produção dos vinhos brancos, não há a presença da casca da uva, onde estão os taninos e grande parte da estrutura do vinho. Além disso, os brancos costumam ser fermentados em temperaturas mais baixa, o que ajuda a preservar os aromas de fruta. Por isso, torna-se menos dificultoso fazer um vinho branco leve a um tinto leve, que exige mais técnica e cuidado para equilibrar tanino e estrutura.

Mas se você é daqueles que não renuncia a um vinho tinto, opte nesse verão por trocar vinhos encorpados pelos jovens, frutados e leves.

Sabe aquele vinho que ao servi-lo ele é tão clarinho que dá para ver sua mão do outro lado da taça brindando? Ele vai te acompanhar muito bem em dias quentes.

A casta Pinot Noir é uma excelente pedida! Assim como os que não tem passagem por barrica e são menos complexos.

Nesses casos, não precisa deixar a garrafa refrigerando por horas, basta colocar por, em média, 10 minutos na geladeira e depois servir a garrafa em um balde de gelo para manter a temperatura.

Já quando falamos dos vinhos claros, como rosé, branco e espumantes, as temperaturas de servir caem, sendo necessários um tempo maior de refrigeração e claro, um balde de gelo na hora de servir, para manter a temperatura ideal de frescor.

A verdade é que no verão, em um momento descontraído no meio das férias ou de confraternização, ninguém está preocupado com a estrutura tânica do vinho ou da sua complexidade aromática. Não abrimos um vinho para discorrer uma tese sobre ele, o que vale aqui, é o vinho fazer parte de um grande momento.

E eu arrisco dizer que o luxo do verão talvez, seja abrir vinhos que exijam menos atenção para a taça e mais histórias para contar!

Um brinde à leveza do vinho do verão e até A Próxima Taça.

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