Mais um ano!!!

Por Luciana de Andrade Ferreira Gomes
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Dia 10 de setembro, completei mais uma volta em torno do sol!!!

Nesse mesmo momento em que acabei de escrever isso, senti um desconforto… como se algo me dissesse assim: _Para que colocar no jornal que foi seu aniversário?

Mas, logo a resposta veio!!! Porque acho que não só eu; mas todo mundo deveria ficar feliz pelos anos vividos, pelas experiências adquiridas e por todas as pessoas que fazem parte da nossa vida. Afinal, somos seres sociáveis e, ter afeto, contato e amor faz tão bem para a alma que a deixa até mais leve.

E nessa última volta, refleti… senti… e quero escrever para o mundo todo ouvir que, apesar de todos os tropeços e dificuldades, a vida é linda e deve ser intensamente vivida!!!! Vivida nas dores, nas alegrias, nos “perrengues”, no glamour e na hora em que se apagam todas as luzes e voltamos a ser nós mesmos. E quando pensei no glamour, uma experiência voltou à minha mente: aquela em que fui atrás dos ipês e então vi um do lado do outro; uns com o caule mais fino e pequeno; outros mais grossos, com mais flores, frondosos. Então pensei: uma árvore tão insignificante; que se mistura no meio de tantas outras no mato, por poucos dias floresce e enfeita, vista de longe, qualquer caminho! Sim, de longe pode-se avistar o ipê florido, mas é preciso ser rápido; afinal suas flores logo caem e, no chão, parecem formar tapetes que deixam sua marca por um breve momento.

E o dia do aniversário é assim: um breve instante em que recebo a energia de amor, saúde, paz e luz, para que no próximo dia eu tenha forças de seguir adiante, com toda seca e toda chuva… para poder florescer. Talvez não como o ipê, que floresce só uma vez ao ano, mas todos os dias quando acordo e percebo que posso caminhar; posso enxergar, mesmo que, com as primaveras passando, eu precise usar um acessório que hoje pode ser até fashion! kkk! Posso sentir as alegrias e as dores; posso ouvir, posso perdoar, posso simplesmente, amar!

Então, coloco nas últimas linhas dessa crônica algumas palavras do cronista Luiz Fernando Veríssimo, que fez sua passagem neste último inverno:

“Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, completamente livre, é a que não tem medo do ridículo.”

E o meu maior desejo para este novo ano que começo é esse: ser livre e viver plenamente. Pois, como ele mesmo disse: “A vida é a melhor coisa que eu conheço para passar o tempo. ”

E que seja assim: que eu floresça como o ipê; que eu não tenha medo do ridículo e que eu consiga rir até dos meus tropeços. Que eu siga colecionando histórias, abraços, cicatrizes, sorrisos e até boletos!  Kkk! Mas, se for para passar o tempo, que seja com muito afeto, bons encontros, umas risadas inesperadas e, claro, bolo no aniversário. Porque, no fim das contas, viver é isso: a gente se emociona, se atrapalha, se perde, se encontra… e ainda sai da festa levando um pedaço de bolo embrulhado no guardanapo.

PS: Não poderia deixar de mandar um pedaço de bolo, recheado de amor e saudade, para minha avó Adelaide. No dia em que nasci, era ela quem apagava as 49 velinhas que apaguei nessa última quarta-feira.

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