Balança comercial: região tem saldo positivo de US$ 308,7 milhões

Redação
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As exportações na região de São João da Boa Vista superaram as importações nos nove primeiros meses do ano, gerando superávit de US$ 308,7 milhões na balança comercial. Os 20 municípios que compõem a Diretoria Regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) exportaram, juntos, US$ 450,9 milhões de janeiro a setembro. O valor é 34,1% mais alto do que no mesmo período do ano passado.

Exportações locais: Alemanha (18,7%) figura como principal destino, seguida por Estados Unidos (13,1%) e Itália (9%) (Reprodução/The Australian)

As importações também cresceram e somaram US$ 142,2 milhões, o que significa um crescimento de 34% na comparação interanual. O resultado é de superávit quando as exportações superam as importações, o que vem ocorrendo na região já há alguns meses.

Os principais produtos exportados foram café, chá, mate e especiarias (70,7%), animais vivos (7,1%) e produtos químicos inorgânicos (3,8%). Por outro lado, as importações da regional foram principalmente de máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (30,6%), leite e laticínios; ovos de aves (15,1%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (11,6%).

No período analisado, os principais destinos das exportações de São João da Boa Vista foram Alemanha (18,7%), Estados Unidos (13,1%) e Itália (9%). Já as compras da regional tiveram como principais origens China (26,1%), Estados Unidos (16,9%) e Argentina (12,2%).

ETAPAS PARA EXPORTAÇÃO

A exportação é um processo complexo e dinâmico, que requer atenção a diversas etapas para garantir o sucesso das operações internacionais. O vice-diretor do Ciesp de São João da Boa Vista, Adriano Fontão Alvarez, ressalta que a atenção a essas etapas pode assegurar a competitividade das indústrias da região no mercado global. “É  fundamental garantir que a parceria com fornecedores seja produtiva. Para isso, é importante ter certeza sobre o que está sendo importado. Por exemplo, no caso do aço, não se compra apenas o material, mas sim uma norma, já que tudo é normatizado. Quando lidamos com fornecedores internacionais, precisamos tomar alguns cuidados, pois as exigências e padrões de qualidade podem ser diferentes dos aplicados no Brasil. E o mesmo vale para quem exporta”, explicou.

PLANEJAMENTO

Além dessa abordagem estratégica nas parcerias internacionais, o sucesso nas exportações exige um planejamento minucioso que abrange desde o estudo de mercado até a capacitação da equipe:

Estudo de Mercado: A identificação de produtos com demanda internacional e a análise dos mercados-alvo são passos iniciais essenciais para o direcionamento das vendas ao exterior;

Regulamentação: Entender as leis de comércio exterior e garantir todas as licenças necessárias para operar legalmente no mercado internacional é crucial para evitar barreiras legais;

Cadastro e Licenciamento: O cadastro da empresa nos órgãos reguladores e a associação a entidades comerciais facilitam o acesso a novos mercados;

Logística: Escolher parceiros logísticos confiáveis e o transporte adequado garante que os produtos cheguem com segurança e dentro do prazo aos compradores internacionais;

Parcerias: A criação de uma rede sólida de fornecedores e compradores internacionais é vital para manter um fluxo constante de operações comerciais;

Financiamento e Câmbio: Pesquisar opções de crédito e acompanhar a variação cambial são medidas importantes para otimizar os custos e proteger o capital da empresa;

Marketing Internacional: A adaptação da comunicação e o uso de marketing digital são ferramentas indispensáveis para atingir com eficácia o público externo;

Planejamento Tributário: O aproveitamento de benefícios fiscais e um planejamento cuidadoso dos custos tributários ajudam a reduzir despesas e aumentar a margem de lucro;

Controle de Qualidade: Investir em certificações internacionais é essencial para atender aos padrões globais de qualidade, abrindo portas para mais mercados;

Gestão de Riscos: Avaliar e proteger-se contra riscos financeiros e logísticos, como flutuações cambiais e atrasos na entrega, são estratégias de mitigação essenciais para evitar prejuízos;

Treinamento da Equipe: A capacitação da equipe em comércio exterior e idiomas garante que a empresa tenha uma base sólida de conhecimento para lidar com o público e processos internacionais.

“Com essas práticas alinhadas, a internacionalização das empresas da região contribui com o  fortalecimento da presença do Brasil no comércio exterior e amplia as oportunidades de crescimento econômico”, finalizou Alvarez.

 TROCA DE CONHECIMENTO

O Ciesp mantém um grupo de Comércio Exterior gratuito e aberto a todos os interessados. Para participar, basta enviar mensagem pelo WhatsApp (19) 99888-4802.

 

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