Por Clineida Junqueira Jacomini
[email protected]

Aos jovens ligados no celular sem olhar a bela natureza ao redor!
Quem é jovem e mora na cidade não sabe o que é isso, mas vivencia nesses novos tempos modernos, esse verbete antigo e roceiro. O mundo está assim: bagunçado, esgalepado, destruído, nos estertores da morte. Só de mulheres esse final de 23 ficou cheio; nome moderno, pomposo, mas triste e cruel: feminicídio. Aí vem a foto do Rio de Janeiro maravilhoso e maravilhosa escondendo as ruindades escabrosas dos subúrbios cariocas, das mortes, roubos, milícias etc etc. Nesse início de ano novo/velho (para quase tudo, pois a vida não cessa!), o que se viu e assistiu de análise das dívidas foi demais! Parece que “nunca antes nesse país!” (lembram-se do autor dessa frase?) houve tanta inadimplência e, mormente nessa época com tantos gastos inevitáveis como IPTU, IPVA, material e matrículas escolares, viagens, presentes, festas etc etc só se ouve e houve isso! Mas, andando pela região (nem fui às praias lugar preferido para as férias de quase todo mundo!) também nunca vi tanto movimento de carros, nos postos de combustíveis, nas ruas, avenidas, rodovias… e a frequência nos restaurantes e bares da moda também aumentou e muito! E se fala em crise! Imagino se não estivéssemos vivenciando uma! O trânsito pararia como naquele livro do Ignácio de Loyola Brandão, quando ele, utopicamente, aventou a situação caótica diante da crise dos combustíveis, há algumas décadas passadas, de parada total dos veículos, num congestionamento louco e intenso. Seu livro: “Não verás país algum” fez uma brincadeira sinistra com aquela famosa frase do idealista Olavo Bilac> “A Pátria. “Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste! Criança! Não verás nenhum país como este! Olha que céu! Que mar! Que rios! Que floresta!”
Não sei se meus queridos leitores concordam, mas nessa época do ano os temas preferidos, esperados e chatos, da maioria das crônicas são: regime (pelos excessos cometidos no final do ano!); gastos; intenções, sempre boas que caem logo no esquecimento e vão parar nas cucuias (onde será isso!) e recomendações de boas atitudes frente aos problemas do dia a dia. De um sermão magnifico e útil do pastor Ronaldo C. Ramos, no último domingo de dezembro aprendi que, sem crendices bobas e vãs, devemos nos atentar para 4 pontos vitais para o bom cristão ou para aqueles que pretendem melhorar no ano novo: Servir a Deus em primeiro lugar; ter cuidado para consigo mesmo; ajudar o próximo como manda o Senhor e ser útil de alguma maneira para alguém! Será tão difícil isso? Será mais fácil comer lentilhas, romãs, vestir branco e pular ondas? Mais fácil ou mais difícil, mas também mais importante é assumir o ato. Cada pessoa deveria sair de si mesma; se entregar mais; se conscientizar do que quer e ir atrás!
No ano que passou ouvi da prefeita Teresinha essa assertiva: acreditar, amar e fazer! Será tão difícil seguir isso? Tentar não custa!
Ainda em janeiro, no início do ano, com “calor, suor e cerveja” (no copo dos outros!), desejo a todos os meus diletos e fiéis leitores, um 2024 melhor que o ano anterior e mais cristão! Com céus lindos e claros; mares azuis e mansos; rios limpos e cheios e florestas de pé, verdes e intactas! Ah! E povo bom e feliz!
Sem muita esgalepação! (neologismo meu, roceira assumida!).




