CLINEIDA JUNQUEIRA JACOMINI
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Mas, eu passo tanto, uma e outra! O pessoal daqui da roça fala reiva e é tão mais gostoso e sonoro, não acham? Daí dar-lhes hoje essa opção sonora! São pelo menos duas situações que me tiram do sério. Culpo os nossos governantes que não sei o que têm na cabeça ao fazerem mudanças insignificantes e inúteis, mas que pioram a vida do brasileiro. Será modismo? Gracinha? Falta do que fazer de bom e significativo? Sei lá! A primeira: conexão elétrica com três pinos. Sei que é padrão universal, mas nós vivemos aqui e vivíamos muito bem com a de dois pinos, desde sempre. Eu que moro numa fazenda antiga, quando vou usar uma tomada, constato que não consigo, pois tudo de moderno tem três pinos. Aí compro adaptações que somem simplesmente aqui em casa e a novela é reprisada novamente… e eu sem poder ligar. Aí desvisto um santo (que não é santo!) e visto outro. E tudo recomeça a cada manhã.
A outra coisa mais chata do mundo é a placa azul e branca cheia de letras e números, mas sem o que mais importa que é o nome da cidade e o estado ao qual pertence. Sim, dirão meus leitores exigentes e pensantes: pertencemos ao Mercosul. E daí? O que temos em comum a não ser a ajuda que teimamos em fazer aos nossos hermanos! Nem a língua pátria é a mesma! Nem os problemas! Será que a placa resolverá alguma dúvida, problema e questão? Só os policiais rodoviários, se em sintonia com a rede online, poderão identificar quem é o dono do veículo! Os erros são grandes e o que é pior: a volta, inexistente! Não há retorno. Ou quem sabe haverá? Lembram-se dos selos de ‘tudo certo’ com o veículo? Sumiu! E do ‘kit primeiros socorros’, com esse o bem aberto? Também deixou de ser exigência e sumiu dos carros. Até que eram de valia. E me pergunto a cada mudança e questão: é boa? É racional? É necessária? Então implante-se e não se revogue.
Aqui anda tudo muito difícil. As compras não são mais de gêneros de primeira necessidade; são de políticos, de pessoas, de valores! Nossa situação está muito triste! Confiar em quem? Mas, mudando de assunto, há iniciativas e mudanças realmente formidáveis! É o caso de vias abertas em São João. As que me lembro: a continuação do chamado ‘Beco’, na década de 1960, atrás do Theatro. Ligou duas partes importantes da cidade, antes isoladas. A avenida João Goulart ligando o alto do Expresso São João com a parte baixa do Perpétuo Socorro, o chamado ‘ralf’. Como é movimentada! Outra abertura/restruturação sem ser perestroika alguma (apesar da simpatia para com a Rússia de nosso governante!) e bem nossa foi naquele bairro perto da TV União/Ciesp, com inúmeras academias e prédios públicos. A ligação com a Padre Josué ficou muito boa! E no alto do campus Mantiqueira do UniFEOB com os novos condomínios Morro isso, Morro aquilo… vindo do Bairro Alegre também foi de uma importância e racionalidade incrível! Parabéns a quem realmente planeja e realiza; palmatória para medidas doidas e doídas!




