Copa e Natal

Nós nos aproximamos mais quando compartilhamos algo de gosto em comum, uma comida gostosa, uma boa bebida, um trabalho bem feito… enfim, a felicidade só é verdadeira se compartilhada e isso todo mundo já sabe.

Nesta Copa do Mundo, atípica pela data, temos uma oportunidade grande de observar muitas coincidências para a humanidade. Futebol, sem dúvida é o esporte mais completo; exige todas as nossas principais qualidades: força, resistência, habilidade, visão, inteligência e destreza…. Não é à toa que Copa do Mundo é o maior evento esportivo que há. Temos um fascínio pelo futebol!

Na abertura dessa ‘Copa do deserto’ há muita simbologia envolvida. No Oriente Médio foi onde tudo começou: os primeiros povos, as primeiras escritas e pela primeira vez essa região recebe o esporte mais popular do mundo, reunindo povos de todo o globo. Foi um choque em primeiro plano, pois apesar de moderno e rico, o Qatar tem seus costumes e suas leis. Há quem diga que são retrógadas, há quem respeite. Não importa o que se acha; são as regras deles e ainda assim se organizam para receber um evento multi-miscigenado.

Para mim isso é tão especial, (aliás, mais do que especial); tem sido uma oportunidade! Uma abertura com tamanha simbologia, com referência à religiosidade que o mundo árabe representa, longe dos shows de artistas obscenos e milionários, foi algo inédito! Aqui no texto, sem a mínima pretensão de julgar qualquer que seja sua religião, mas sim, queria me atentar aos costumes de cada uma. Uma chance para a maioria das pessoas que crê em Jesus unir o estado de espírito e felicidade que as emoções dos povos unidos pelo esporte mais amado do mundo, perto da data do aniversário do “cara” que trouxe a mensagem mais importante deixada na terra até hoje. Essa mesma mensagem que conseguimos enxergar e sentir nas arquibancadas dos estádios onde povos misturados celebram em paz, mesmo diante de tantas diferenças. Eles se abraçam, limpam suas sujeiras, consolam seus companheiros, estão desprovidos de maldades, cobiça…. Estão lá pela união, pelo amor, pela bondade e especialmente ali, não estão entorpecidos, alcoolizados, luxuriados ou envaidecidos.

Enxergo como uma oportunidade, sim, esse calor humano próximo ao Natal e com esta simbologia como um presságio de tempos melhores para que nos atentemos mais aos costumes e símbolos do que representa o Natal. Que não seja só um refrigerante famoso, um Papai Noel cheio de presentes materiais; um peru, uma leitoa, mas que seja uma paz interna, uma reflexão dos nossos caminhos diante de tantas doenças, guerras, dinheiro, malandragem e tantas miudezas mundanas.

Uma reflexão: se o aniversariante estivesse fisicamente presente em sua festa, ele gostaria de ver tudo que está acontecendo no mundo ocidental contemporâneo? Coloque Jesus ou o seu Deus dentro da sua existência; aproveite esse momento de ver a união da Copa em torno da bola e coloque Cristo em campo na sua vida! Perceba que os costumes diferentes não são tão ruins assim; que as regras também não são! Que o mundo totalmente liberal aflige a natureza, pois apesar de ‘pseudo liberal’, é egocêntrico, extrativista e antropomórfico! Que a diversidade é divina e não do homem; que respeito é bom para a evolução das espécies e que ser comedido tem lá suas vantagens!

Quem disse que tudo foi feito para nós? Quem disse que podemos tudo que queremos? Basta um sopro da natureza que tudo se transforma!

Agradeço a todos que me leem e desejo um ótimo Natal a todos!

Plínio Aiub é médico veterinário especialista em animais silvestres

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