Destino

CLINEIDA JUNQUEIRA JACOMINI
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“O sentido da vida é que ela termina.” Franz Kafka.

Assisti ao filme “Uma noite no museu 3” com os mesmos artistas dos primeiros filmes. Vi meu querido Robin Williams vivo e logo depois do filme terminar fui no nosso sempre esclarecedor dr. Google ver quando tinha sido filmado o filme: 2014 e daí minha curiosidade feminina falou mais forte e fui saber da morte desse grande ator que se matou em 11 de agosto de 2014. Fiquei pasma, triste de novo, pois gostava desse ator em todos os seus filmes e vim aqui escrever sobre nossas vidas, destinos, sinas, carmas, etc etc. No filme, quando volta a ficar imóvel, de cera no cavalo da entrada do museu, como Theodore Roosevelt, ele até fala com o vigia Adams sobre viver, quando o sol nasce…todos os dias. Seria a semente da ideia de seu suicídio? Estaria ele já pensando em se matar? Vai daí, passo à ideia que tenho sobre a fatídica morte. Quantas, centenas de pessoas, lutando para vencê-la e alguns querendo passar por ela! Não é injusto, incompreensível, desumano, incoerente……? Aliás, como tudo que cerca o ser chamado humano? Para tudo é preciso ter coragem e mesmo os mais afoitos heróis, destacados por seus atos, têm, também, medo. Uma coisa não afasta a outra. Ter medo é de nossa natureza. Em psicologia e outras logias explicam-nos que o medo é natural e útil para evitar que entremos em problemas, muitas vezes letais. Temos medo de levar choque, pois ele pode nos matar; de subir em lugares altos, pois isso leva a quedas; temos medo de animais selvagens, pois eles são mesmo selvagens e acarretam riscos à nossa frágil vida. Minha sábia mãe sempre dizia: _Velho não pode cair; se cair, morre! E morre mesmo, pois com fraturas, as mais prováveis, tem que ser operado; passar pela anestesia perigosa; ficar sujeito a hemorragias, erros médicos, choques, reações adversas e até depois, caso tudo corra bem, ficando deitado, sofrer embolias, tromboses, pneumonias etc. e lá se vai o idoso para a cova!

Sobre mortes, coragem, medo, vida…enfim, aqui vai uma fábula, a do burro, que é aquela história que nos dá uma verdadeira e útil lição para a vida ser melhor, ou mais digerida!

Um dia, o burro de um camponês caiu num poço. Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria. Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer. Finalmente, o dono tomou uma decisão: concluiu que, já que o burro estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o burro de dentro dele. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar, vivo, o burro. Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço. O burro não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele e chorou desesperadamente. Porém, para surpresa de todos, o burro aquietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou. O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu. A cada pá de terra que caía sobre suas costas o burro a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até à boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.

A vida vai lhe jogar muita terra nas costas. Principalmente se já estiver dentro de um poço. O segredo para sair dele é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela. Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. Use a terra que lhe jogam para seguir adiante…!!! Recorde-se das 5 regras para ser feliz: 1. Liberte o seu coração do ódio. 2. Liberte a sua mente das preocupações. 3. Simplifique a sua vida. 4. Dê mais e espere menos. 5. Ame-se mais e…aceite a terra que lhe jogam. Ela pode ser a solução; não o problema.

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