Era para ser um começo de ano diferente.
Após dois anos difíceis, viramos o ano com a esperança de que “esse ano vai ser melhor”. Mas o ano começou no tropeço. Surto de covid, funcionários afastados e aquele sentimento de que essa crise nunca vai acabar.
Mas vai. Essa crise também vai passar, assim como muitas outras passaram.
Mas para isso, devemos nos preparar para os imprevistos e saber ser resilientes diante dos obstáculos.
Resiliência é “a capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças”. É resistir.
Fazer um planejamento anticrise, por mais um ano, quando muitos empreendedores já não têm mais fôlego, parece impossível. Mas não é.
Seguir o passo-a-passo do planejamento estratégico, mesmo para pequenas empresas, é essencial em momentos de crise. E a melhor (e única) forma que encontrei para fazer um bom planejamento foi dividir um grande plano em pequenos passos.
O primeiro passo é fazer uma análise do ambiente interno e externo da empresa. Listar forças e fraquezas, oportunidades e ameaças. Feito isso, definir os objetivos, metas e prioridades a curto, médio e longo prazo (em uma pandemia, muitas vezes curtíssimo prazo, como definir prioridades para a semana).
Depois partir para o plano de ação: listar todas as tarefas, analisar custos e distribuir funções. Nesse ponto deve-se dividir as grandes tarefas em tarefas menores. E a última etapa, e uma das mais importantes, é revisar o planejamento. Analisar o que deu certo, o que precisa ser melhorado e adaptar-se se necessário.
A resiliência é, para a maioria dos pequenos empreendedores, (principalmente para as milhares de mulheres que tentam conciliar a maternidade com a vida profissional) uma questão de sobrevivência. Não há outra alternativa que não seja ser resiliente e seguir. Por isso respiramos fundo, por mais um ano, tomamos fôlego e seguimos. Com a certeza de que esse será um ano melhor.

Eloise Zanette é Empresária




