CLINEIDA JUNQUEIRA JACOMINI
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Vivemos aprendendo… e mudando, caso sejamos inteligentes e versáteis o quanto a vida requer de todos nós. Até os animais sofrem mutações conforme o ambiente e clima e quando outras condições requerem isso… e não sou darwinista! Vejam, vocês da cidade, o que aconteceu com a lãtão necessária aos merinos e corriedales no sul do País, quando os ovinocultores começaram a criar carneiros no nosso nordeste quente e seco. Esse pelo quente e protetor, inclusive com a boa lanolina que impermeabiliza o velo, começou a cair e apareceu uma nova raça de carneiros: os deslanados. Só servem como produtores de carne. A lã ficou aqui para nós, do sudeste e sul. E assim com muitas outras espécies de animais que se adaptaram ao que encontraram na natureza. E nós? Já sabemos por experiência própria e próxima que não gostamos de mudanças, mesmo que sejam para melhor! Somos avessos a qualquer diferença em nossa rotina boa, até por medida da segurança que todos queremos e almejamos. O novo pode representar perigo; tendemos sempre a gostar da rotina que já conhecemos. Mas… e sempre tem um! Precisamos saber a hora, o motivo e a necessidade de mudanças. Elas são necessárias em todos os setores da vida. Vejamos desde a famosa frase de Lavoisier: “Nada se cria; tudo se transforma.” Isso é válido em química, física, moda, regimes (tanto os alimentares como os governamentais); estações do ano; ciclos vitais; clima, natureza enfim…
Ouvi num sermão a observação de um pastor paulistano sobre Habacuc em seu livro no Antigo Testamento. Isso me ensejou a escrever essas “bem traçadas e digitadas linhas” e a compartilhar com vocês, meus caros e fieis leitores. Numa certa situação de adversidade, lutas, misérias e luto, o profeta reclamava de Deus e suas frases se iniciavam assim> “Até quando?” e reclamava, reclamava, esperneava… como todos nós fazemos em pleno século XXI, mesmo com toda nossa modernidade e benesses. Só depois de um tempo, reflexão e entendimento ele mudou para>” Ainda que …”. São duas expressões de nossa língua, conjunções antagônicas, retratando situações opostas e que traduzem o espirito de quem as sente e pronuncia. Uma mudança de postura, de sentimentos, de ações!
E assistindo à reprise da novela O Clone, (inverossímil, pelo menos para mim, mas cheia de frases da renomada filosofia árabe), ouvi algumas, bem radicais quase todas, mas que traduzem o modo de viver e ver as coisas sob o ponto de vista de outros povos, outras religiões, outras maneiras. Sobre a situação das mulheres, sempre submissas e em situação de inferioridade, Zoraide, mais velha e sábia disse: Quando se é a parte fraca, não se confronta; se desvia. É ou não é um bom conselho? Não significa desistir de lutar e sim lutar através de novos e sábios rumos. Escrevo isso pensando nas milhares de mulheres agredidas por homens próximos de si e até tidos como protetores, como seus maridos e companheiros. Será que elas confrontaram ao invés de se desviarem? Vejam, não estou defendendo homens violentos, que se dizem seres humanos racionais, não! Estou só me lembrando do que minha sábia mãe dizia sobre uma pessoa agredida: _O que ela disse antes? Homem reaje! Eles são diferentes das mulheres! Não têm sangue de barata! (Isso foi só um adendo meu). Não me conformo com brigas, “discutições” como dizem aqui na minha rocinha; agressões, então!Nunca! O homem é o único animal que fala… pelo menos com consciência e racionalmente. As aves parladoras somente repetem sons! Mas, ando vendo tantas araras!!!




