Orientação profissional – Os três momentos importantes de escolhas em nossa vida profissional

Há três momentos marcantes da nossa caminhada para a construção da felicidade que depende do nosso desenvolvimento profissional: a primeira escolha, a trilha ou plano de carreira e o projeto de vida.

A primeira escolha ocorre quando estamos no Ensino Médio e temos que escolher o que faremos, em princípio, para o resto de nossas vidas. É a primeira grande chance de acertar.
A segunda escolha, o plano de carreira, ocorre quando estamos concluindo nosso curso técnico ou superior, ou quando iniciamos nossa trajetória profissional. É também chamada de “trilha de carreira”. São decisões sobre: vamos direto para o mundo empresarial, criamos nossa empresa, fazemos uma pós-graduação, optamos por um intercâmbio fora do país, fazemos uma segunda graduação, especializamo-nos em alguns idiomas etc. É momento de pagar financiamentos governamentais, aumentar a renda familiar ou iniciar a construção do nosso patrimônio.

A terceira escolha, o Projeto de Vida, ocorre quando já estamos no mundo das organizações e, depois de alguns anos, normalmente cinco, precisamos fazer reflexões sobre a construção da nossa felicidade: estou no caminho certo, era a profissão dos meus sonhos e que me fará feliz ou preciso mudar meu rumo profissional?

São momentos distintos que exigem posturas e reflexões distintas.

Inicialmente, é importante salientar que nunca se está fora do alcance do erro. E que um erro em determinado momento não significa viver para sempre no mesmo presente. O futuro não precisa ser, necessariamente, a repetição do hoje.

No entanto, nos três momentos é imprescindível que a escolha e a decisão sejam com autonomia e autorresponsabilidade. Muitos impulsos, opiniões e exigências externas podem contaminar o processo de decisão sobre as escolhas que vamos fazendo. Apoios, orientações, opiniões e experiências podem e devem ser considerados no momento da decisão, mas a palavra final, a escolha final é pessoal e intrasferível. Para tanto, há necessidade dos exercícios da liberdade e da coragem.

Testes vocacionais, conversas com profissionais da área escolhida, análise dos mercados presente e futuro, autoconhecimento e todo e qualquer processo ou ferramenta para apoiar o processo de escolhas são sempre bem-vindos. Mas a decisão é pessoal e autônoma: ouço, aprendo, acato, aceito, mas a escolha é minha.

Na primeira escolha, aos 17 anos, normalmente, há sobrecarga de tensão e de medo. O autoconhecimento e as conversas sobre sonhos, missão pessoal, propósito e legado são, normalmente, fortes aliados das escolhas conscientes. A confiança dos pais ou responsáveis e a coragem para deixar que seus filhos escolham o que querem ser são fortes sentimentos de apoio e liberdade. Certamente, as orientações são importantes e esclarecedoras, mas não devem ser determinadoras das decisões dos jovens. É um processo co-construído em família, mas a decisão é do jovem.

No próximo artigo, trataremos do momento da segunda escolha, de estruturar o Plano de Carreira. São reflexões sobre: agora que estou terminando minha formação técnica ou superior, o que faço? Fico no Brasil, vou ao mundo empresarial, abro minha empresa, opto por um intercâmbio, faço uma nova graduação ou uma pós-graduação? Minha escolha foi acertada? Era o que eu queria? Novamente, há necessidade de muita coragem, orientação e responsabilidade nas escolhas. Mas a escolha continua sendo individual, autônoma e com autorresponsabilidade.

Um Orientador Profissional pode ajudá-lo nessa caminhada.

José Márcio Carioca Administrador de Empresas e Orientador de Escolhas Profissionais.

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