CLINEIDA JUNQUEIRA JACOMINI
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Indignada! surpresa! Acordo e logo ligo meu IPhone para ver a previsão do tempo; quando marca chuva, 30, 40% de possibilidade, nem espero, pois, ao longo do dia isso muda e a água bendita some do céu e não cai! Levanto-me porque tenho fome! Tomo meu café e começa a labuta diária de todas as mulheres: abrir a casa, guardar coisas etc etc. A nossa vida deve ser bem mais que isso! Ah! leio e escrevo! Menos mal! Aí leio os jornais virtuais e entro nas minhas redes…anti sociais! Fico louca da vida de aposentada quando vejo os descontos abusivos do governador dória, assim mesmo, minúsculo nas coisas boas e maiúsculo na desfaçatez para com os mais velhos que já trabalharam tanto! Comecei muito cedo! Aos 14 anos já lecionava piano; aos 19 anos comecei a lecionar e não parei mais! Perambulei por 5 municípios paulistas, sendo sempre uma professora idealista e séria nos meus compromissos! E para que? Para ver (e ter!) descontos injustos, porquanto já fui descontada e me aposentei! Mas, quero hoje aqui atentar para outra situação: É um hábito louvável, americano, quase universal a comemoração do Thanksgiving day na quarta quinta-feira de novembro. Mais uma comemoração cívico-americana que cristã. Encontro pacífico entre puritanos frustrados com os índios solidários regados ou melhor, secados com perus selvagens e abóboras amareladas como todas as folhas de outono! Mas, uma festa linda e memorável! No dia seguinte, a ‘bendita’, assim aspada Black Friday onde se dão descontos astronômicos depois de altas escondidas. Pois não é que aqui no Brasil só se fala nisso! E desde outubro! Sobre o dia de agradecimento…nada! talvez no dia 26. Compras e ganhos com os off dos cartazes, atenção à exaustão! Como o mundo mudou! Podemos reclamar; nos indignar; lutar; reivindicar….mas sempre agradecer a Deus por tantas coisas e “bênçãos recebidas da divina mão!” como tão bem nos lembra o lindo hino evangélico! Pronto! Falei! Talkei! Ou melhor, digitei, pois estou sozinha e falar sem ouvidos alheios é loucura! E os tempos não estão assim, loucos?
Escrevi isso em outubro e continuo agora em agosto, com muito gosto!!?? Nunca pensei na vida em passar (será?) por uma pandemia! E nem que 2021 seria ainda pior que 2020…pois foi e está sendo! As mortes não cessam nunca! E agora em julho, com a vacinação atingindo faixas etárias menores, tive a notícia alarmante sobre pessoas que ao saberem qual seria a vacina a ser tomada, viraram as costas e foram embora, sem tomar nenhuma dose! Isso é demais de abominação e burrice! Sempre ouço falar que a melhor vacina é aquela no braço …direito e direito de todos! Por outro lado, não creio que esse meio, ainda que profilático e recomendável seja a panaceia que evitaria 100% a contaminação pelo covid. Cuidados simples e constantes têm que ser tomados: máscaras, álcool em gel, lavagem das mãos e distanciamento mínimo.
E nessa época, pós/meio ainda da pandemia estive a pensar, (origem lusitana que tenho), no que foi bem e naquilo que foi mal nesses nossos tempos atípicos, tenebrosos, com tantas mortes…Então, vamos lá: Coisas que não usamos, daí não comprarmos: batom, roupas e sapatos novos. Pra que, se usamos as máscaras e não saímos de casa? Coisas em alta: álcool gel, celular, internet, revistas de passatempo, aqueles pedestais para espirrar o álcool à entrada de todos os lugares, TNT para as máscaras e compras on line.. Gastamos mais em comida, energia elétrica, linhas, lãs, internet… Sobre os materiais de construção, tintas e coisas desse naipe acho que não houve paralização, nem decréscimo nas vendas, pois os bairros não cessam de crescer e mais e mais condomínios se expandindo em todas as cidades. Uma coisa lastimável foi a aula on line para as crianças de 6,7 anos, em época de alfabetização, inquietas por natureza, instáveis pela idade e necessitadas de alguém constantemente ao lado para ‘manter-lhes’ a atenção e orientar sobre como segurar o lápis, como fazer os exercícios etc. As professoras são excelentes, mas nada substitui a presença física, atenta e amorosa de u’a mestra. E outra coisa deprimente: os jovens parecem não saber mais viver sem festas e bebidas! Encontros clandestinos, contaminação dos mais moços que estão agora mais infectados e morrendo! E é preciso a polícia para impedir essas aglomerações! E, de um modo geral, todo mundo está com os nervos à flor da pele, explodindo fácil e por quase nada! Muito triste tudo isso!
Alguém se lembra de mais coisas e atividades em alta ou baixa? Podem me escrever, sem medo, para uma nova crônica, mais completa. Meu e mail está aí em baixo. Não se acanhem!




