Palmeiras tinha que defender a honra

Perder para o Tigres na semifinal do Mundial de Clubes não é vexame, mas ser derrotado para o Al Ahly do Egito, é. Os africanos não chegam perto do tamanho da Sociedade Esportiva Palmeiras. Um dia Zé Roberto disse: ‘o Palmeiras é grande’. E ele não estava errado.

O atual elenco foi frustrado com a desclassificação. Mas sabemos que o futebol mexicano é muito forte, portanto, a derrota não foi vergonhosa. Os brasileiros não fizeram um bom jogo, aliás, o futebol ruim apresentado foi o mesmo jogado contra o Santos na final da Libertadores.

Mesmo lamentando, os brasileiros foram encarar o Al Ahly na disputa de terceiro lugar e na defesa da honra de sair da competição sem vexame. Mas os jogadores não entenderam o tamanho dessa partida. Em outro péssimo jogo, o Palmeiras empatou em 0 a 0 e perdeu por 3 a 2 nos pênaltis.

É lamentável que os atletas não entendem que ser derrotado para um time do Egito seja um vexame histórico. Por que não entraram com uma postura diferente? Cadê a garra de quem está defendendo sua honra? Por culpa inteiramente dos jogadores, o clube virou piada novamente.

É fato! Pior campanha da história de um brasileiro no Mundial, terminando em quarto lugar; e sai do torneio sem nenhum gol marcado em tempo normal. O Palmeiras só escancara o nível baixo do futebol brasileiro. Precisamos mudar a mentalidade e a postura do esporte que sempre dominamos (hoje não mais). O último campeão mundial foi o Corinthians em 2012.

Neste ano, teremos mais uma edição ao fim da temporada e a competição continua neste formato. Ainda será possível um time brasileiro conquistar o título. Porém, a partir de 2022, os moldes serão outros e o torneio se tornará uma Copa do Mundo de Clubes com mais participantes, inclusive mais europeus. Isso quer dizer que se a gente não melhorar o nosso nível será praticamente impossível algum brasileiro levantar a taça novamente.

Apesar do vexame, o Verdão teve uma temporada de ouro com títulos do Paulistão e Libertadores, podendo até ganhar a Copa do Brasil. Foi um grande ano, mas a cereja do bolo não veio.

Weslen Máximo

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