
Em área total de 60 hectares, o equivalente a 120 campos de futebol, a represa – barragem do Rio Jaguari-Mirim – nas imediações da Ponte do Arco, em São João da Boa Vista, contará com vasta área de lazer no seu entorno. É o que apontam o mapa e projeto em 3D (terceira dimensão) divulgados exclusivamente ao jornal O MUNICIPIO nesta quinta-feira (12).
A revelação aconteceu após algumas alterações no projeto original em atendimento à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
Pelo mapa que integra o projeto, do total de 60 hectares, 20 deles serão compostos pelo espelho d’água, o que corresponde a cerca de 40 campos de futebol.
No que tange à área de lazer em volta da represa, haverá playground (3), área de ginástica destinada à terceira idade (2), quatro praias – sendo três maiores e uma mini -, quadras poliesportivas (3), três campos de futebol – dois deles mini -, pista de skate (1), anfiteatro (1), quiosques (3), sanitários (2), decks (4), três estacionamentos para veículos e oito entradas, duas delas com acesso pela barragem.

Em entrevista ao programa de rádio Em Dia Com a Prefeitura, no dia 7 de março, o prefeito adiantou que o projeto final seria apresentado em breve à população.
“Está na Sabesp [o projeto]. Precisamos agilizar a assinatura do contrato do termo de aditamento. Nós recebemos os recursos – que vão repassar já para a prefeitura – e começaremos a receber os 4%, também, que vão nos ajudar a pagar o financiamento que estamos fazendo para dar início à represa”, disse. Dias antes, na quarta-feira (4), Vanderlei esteve na regional da Caixa Econômica Federal, em Piracicaba, onde assinou o contrato de financiamento (R$ 25 milhões) referente à represa. (veja abaixo)
Na noite de quinta-feira (5), acompanhado de outros representantes municipais, o prefeito esteve na sede do Rotary para discussão e pré-apresentação do projeto, desenvolvido pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e que contratou a empresa Hidrostudio Engenharia para a criação do mesmo.
“Tivemos que fazer algumas alterações no projeto original da represa para atender à Cetesb; contratamos, também, na prefeitura, um engenheiro para nos auxiliar em todo o processo licitatório da represa e na fiscalização. É um engenheiro de barragem, que cuidará de todo o processo”, afirmou.
VALORES
Conforme noticiado recentemente, o valor da construção, de alçada da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e que anteriormente era de R$ 17 milhões, passou para R$ 40 milhões.
Nos trâmites, a prefeitura conseguiu que a empresa destinasse parte da arrecadação mensal aos cofres municipais, tornando possível – somado ao empréstimo de R$ 25 milhões junto à Caixa – a edificação do empreendimento, previsto para ter início em breve.
“[Com o valor superior para a obra] começamos a negociar com a Sabesp para ver como poderíamos fazer com essa diferença, pois eu tinha R$ 17 milhões e precisaria do restante para inteirar R$ 40 milhões, que é o valor da obra. Temos ainda 18 anos de contrato com a Sabesp e fiz a seguinte negociação com eles: prorrogação do prazo por mais 10 anos e a Sabesp vai me dar 4% da arrecadação mensal deles em São João”, justificou, recentemente.
FINANCIAMENTO
Segundo o prefeito pontuou, o financiamento de R$ 25 milhões junto à Caixa poderá ser pago em dez anos, com carência de mais dois. De acordo com ele, apenas com a verba que entrará dos 4% do faturamento da Sabesp, será possível quase “empatar com o valor do empréstimo”.
Confira imagem em 3D da futura represa:





