E o bolsa Família?

Enquanto o mundo reduziu a extrema pobreza na última década de 15 para 7%, o Brasil aumentou, especialmente nos últimos quatro anos de crise, mais 4,5 milhões de pessoas. Desde 2018 esse valor se mantém estável.

Um dos programas cridos para amenizar as mazelas dos que se encontram na pobreza e extrema pobreza é o Bolsa família, a atual versão do Programa Bolsa Escola criado por Fernando Henrique Cardoso. Ele deverá passar por uma grande reformulação para tornar mais justo e estimular a famosa “porta de saída” do programa.

Primeiramente as faixas de enquadramento, que hoje são R$ 89 e R$ 179, serão reajustadas para R$ 100 e R$ 200 respectivamente. Haverá o incentivo às crianças com melhores notas que receberão bônus. Além de pequeno bônus para mães com bebes até 6 meses para maior atenção à primeira infância.

Mas também algumas mudanças já foram realizadas no atual governo, como o 13º (considerada por muitos uma atitude populista, mas que no fim beneficiou aos mais pobres) e a limpeza do cadastro ao tirar 1,3 bilhão de famílias que estavam recebendo de maneira irregular, ou seja, não precisavam.

Apesar dessa falha na fiscalização, é o programa mais eficiente, que consegue destinar de forma mais certeira para as pessoas que realmente precisam, sem causar custos extras para o governo, uma vez que o governo não inventou de criar um supermercado gerido por ele mesmo para atender às pessoas, ele simplesmente dá esta quantia, cerca de R$ 190, e cada cidadão tem a responsabilidade de complementar a renda da melhor forma possível.

Um bom programa social deve ser intensamente fiscalizado e tem seu sucesso principalmente na quantidade de pessoas que passam a não mais precisar. E aí vem o maior desafio: como incentivar a pessoa a deixar o programa (sair da informalidade que o mantém recebendo o benefício e assumir um emprego formal). Uma solução é manter o beneficiado por mais dois anos depois de assinar a carteira.

Um bom programa social deve também ter como premissas esforços que trarão resultados a longo prazo, como neste caso a manutenção dos filhos na escola, gerando resultado entre gerações. A presença da família é fundamental para a mudança.

Carol Curimbaba é administradora pela FGV, MBA na FIA e Babson e Empreendedora social. Seu contato por e-mail é [email protected] e pelas mídias sociais @carolcurimbaba

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