Leio muito, mormente quando tenho alguma dor que me impossibilita de andar. Que coisa boa é a leitura! Nos instrui; educa; enleva; nos eleva e leva a lugares e a pessoas distantes. Estilos diferentes, novas formas de apresentar um mesmo problema, cenário e relacionamentos. Às vezes a leitura ‘engrena’ logo de cara. É o caso dos livros da Jojo Moyses, uma jornalista inglesa pra lá de boa. É dela o que deu origem a um filme lindo: Como eu era antes de você. O seguinte, na mesma linha, continuando a linda história de amor, já não é tão bom. Mas, falo aqui dos méritos (ou iméritos!) dos escritores. Uns dão detalhes demais; outros, de menos; muitos têm o dom da escrita cativante; outros, menos…e até fazem sucesso! Será tudo isso uma questão de empatia com os leitores?
Uma vez, li que, a afinidade que sentimos com outras pessoas é puro egoísmo de nossa parte. É bem mais fácil conviver, conversar, ficar perto de gente como a gente; não haverá discórdia, polêmica, discussão, embates…
Na mesma linha de aprovação ou não de livros e seus autores, agora estou novamente lendo a série do Sidney Sheldon, reescrita por outra jornalista inglesa, a Tilly Bagshawe. A família do célebre escritor e roteirista de Hollywood optou por ela para dar continuidade ao nome e, obviamente, aos polpudos rendimentos que a venda dos livros de S.S. garantiam.
E ainda garantem, pois Tilly tem o mesmo estilo, cativante, envolvente e por isso vende muito! O que quero ressaltar em ambos é a presença das mulheres, fortes, boas e más; um ou mais crimes, cruciantes e misteriosos; um quê de fanatismo religioso (o vingativo ser que vai atrás do criminoso, nem sempre mau, pensa ser a mão visível de um Deus que tem que castigar e sanar o mundo de seres ruins); trechos bíblicos sobre essa vingança e o final, quase sempre previsível de tudo dar certo e sair nos conformes. Bem, leio tanto, mas tanto; assisto a tantos filmes e séries que já adivinho o desfecho logo nos primeiros capítulos…mas não largo o bendito livro! Nem a tevê!
Nessa nossa época natalina, todos nós ficamos mais melosos, melhores ou menos piores, (pelo menos na intenção!). Mas, o mal existe, tanto nos livros e filmes como na vida real. Aí nos vem a eternal pergunta: a arte imita a vida ou essa que copia aquela? Oh! Dúvida cruel! Como vemos ruindades, desmandos e falta de amor e ética em nossos dias! Como nos dias da Cleópatra, Henrique VIII, Hitler, Isabel de Castela, Peron, Maduro…imaturo…..
Dias atrás morreram 9 jovens; numa festa funk, numa favela, ( paraíso só no nome), perto de um bairro rico (indígena também só no nome!). Que polêmica! Certo que a morte de um ser latente quanto à vida que teria direito de viver; ceifada precoce e tragicamente! Mas, nesses nossos dias a polícia leva sempre a culpa junto com a família presidencial e, qual uma manda de carneiros, todos seguem essa linha de pensamento e conduta nas redes sociais, que sempre reputo de anti. Até a alta da carne, devido a problemas externos de comercialização com a China cai nas costas do governo! “Tudo eu…tudo eu…” como se queixava aquele menino do comercial de outrora! Nos mesmos livros, filmes e séries vejo muito acontecer de a pessoa na berlinda, boa ou nem tanto, não assumir a culpa de seus atos. Seria isso próprio do ser humano desde Adão e Eva? Os psicólogos explicam? Será que um dia conseguirão? Quem sabe! O certo é que ninguém quer assumir sua posição, seus atos, atitudes e até pensamentos e ideias, sejam elas de que área sejam!
Minha sugestão agora em dezembro, “fevereiro e março”… como canta Gil é que, tal como Deus, em Jesus encarnou a “veste” humana, nasceu, viveu, morreu, mas ressurgiu triunfante, também cada um de nós assuma sua condição, mas vá em frente, confiante! Até rimou!

Clineida Junqueira Jacomini
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