A primeira regra é criticar apenas para mudar acontecimentos futuros. Se feita de modo adequado, a crítica não é relacionada à culpa. Torna-se uma instrução para a mudança de um comportamento futuro. Se a pessoa que você vai criticar não puder mudar, não faz absolutamente nenhum sentido criticá-la. Nesse caso, o mais maduro a se fazer é apenas guardar suas frustações para si mesmo.
Algumas pessoas são hipersensíveis a críticas, e o que você acredita ser um comentário inofensivo pode feri-las profundamente, baixando seu moral. A crítica é um instrumento poderoso a ser manuseado com cuidado. É importante ter certeza de que você está interessado em mudar o comportamento da pessoa no futuro para conseguir um resultado melhor para ela, assim como para todas as outras pessoas. Se não for esse o caso, o silêncio pode ser melhor.
Esqueça o sarcasmo e as brincadeiras, não é uma boa maneira de criticar nem o mais íntimo dos amigos. Fale com educação e use palavras que amenizem o sentido da frase.
A maioria de nós já trabalhou com alguém que acha que está sendo positivo ao fazer comentários críticos, quando na verdade é agressivo e dominador. A estrutura de sua linguagem atinge a pessoa, e não o comportamento. Quando criticar concentre-se no comportamento. Essa é a versão corporativa da máxima “Deus odeia o pecado, mas ama o pecador”.

Fabiano Simon é professor, mestre e idealizador da Simon Cursos, com formação em Administração, MBA em Controladoria e Finanças e Mestrado em Educação

