Publiquei meu primeiro podcast em 2009, quando o formato era visto pelos profissionais do áudio como promessa inovadora.
Imaginava-se um boom, porém os entraves técnicos – baixa velocidade da Internet, alto consumo de banda para download, agregadores pouco confiáveis, entre outros, frustraram a maioria dos podcasters.
Agora o podcast ressurge vigoroso, como mídia alternativa e de grande influência. Nos Estados Unidos, o mercado cresceu 53% em 2018 e movimentou US$ 345 milhões. A projeção é que a cifra alcance US$ 1 bilhão até 2021.
No Brasil, um cenário alvissareiro se desenha, sobretudo depois da divulgação da Podpesquisa 2018. O levantamento recebeu mais de 20 mil respostas e revelou o perfil de produtores e ouvintes. A maioria dos pesquisados (92,1%) acessa os conteúdos pelo smartphone e há mais de 1.300 podcasts ativos no País.
A adesão de importantes grupos de comunicação e gigantes da internet, como o Google, além de produtores independentes, sinaliza um caminho promissor no Brasil.
Somente a rádio CBN – do Sistema Globo de Rádio – mantém, atualmente, cerca de 180 feeds ativos e disponibiliza programas e opiniões de comentaristas em seu aplicativo.
Outros exemplos: Folha de São Paulo, com o excelente Café da Manhã, publicado todos os dias no Spotfy; Estadão Notícias, e o Foro de Teresina (Revista Piauí).
Conteúdos ecléticos, bem produzidos e distribuídos com extrema eficiência, cativam cada vez mais ouvintes que encontram na podosfera um ambiente criativo e repleto de possibilidades. Aos interessados em acessar a Podpesquisa 2018: http://abpod.com.br/podpesquisa/

Antonio Luiz Magalhães é jornalista especializado em Comunicação Pública e Empresarial, atua em Assessoria de Imprensa, rádio e TV.

