Você já ouviu falar em discinesia escapular? Sabia que ela pode estar ligada à aparecimento de dores no ombro?
As escápulas (popularmente conhecidas como “asas”), são estruturas fundamentais para o movimento do complexo do ombro em todos os planos – para frente, para trás e de um lado para o outro. A escapula se movimenta principalmente quando fazemos movimentos grandes, como elevar o braço acima da cabeça. Portanto, ter um equilíbrio nelas é fundamental para nossa função.
O termo discinese vem do latim “dyskinesis” (dys – alteração e kinesis – movimento), levando a tradução ao pé da letra já sabemos que é uma alteração neuromuscular que afeta o movimento das escápulas. Essa disfunção está muito relacionada com a “síndrome do impacto”.
A discinese escapular pode ser multifatorial, mas frequentemente está associada à disfunção (ativação e coordenação) da musculatura estabilizadora de ombro.
O tratamento para esta condição é conservador e inclui a fisioterapia. Basicamente consiste em terapia manual para alivio de dor, diminuição de tensão e/ou contraturas musculares de todo o ombro, cervical e peitoral, ganho de amplitude de movimento, e exercícios que treine a força muscular dos músculos estabilizadores, e sua coordenação durante os movimentos. Como é uma disfunção NEUROmuscular, a repetição é a chave. Não existe protocolo, não existe padrão. Uma avaliação bem feita, criteriosa, nos leva ao melhor plano de tratamento.
É fundamental que no tratamento de qualquer disfunção os músculos estabilizadores das articulações sejam treinados, cada qual com sua especificidade e necessidade. Eles são os alicerces das nossas articulações, e é o que tira a sobrecarga das mesmas e dos músculos vizinhos.

Ana Carolina Santos é fisioterapeuta e seus contatos são [email protected] e (19) 99132-9882

