Lombalgia: Tratamento errado!

A dor lombar é uma condição bastante comum, que afeta não só indivíduos de idade avançada, mas a população mais jovem também. As pessoas trabalham mais sentadas e se movimentam menos, favorecendo o aparecimento desse sintoma. Mas, apesar de ser incômodo, na grande maioria dos casos é algo simples de se resolver.

Emergência, doença grave, exames desnecessários e o medo instalado por falta de compreensão e informações corretas, expõem mais de 36% dos pacientes a tratamento errado de lombalgia.

O repouso é a orientação mais recomendada por cerca de 90% dos reumatologistas brasileiros, o que piora o prognostico do paciente, com relação aqueles que se mantém ativos. Outro fato a se observar é o excesso de exames de imagem, que comprovado cientificamente, não são eficazes para o tratamento, e ainda leva o paciente a receber uma intervenção desnecessária, como a cirurgia por exemplo.

Um estudo publicado no The Lancet no inicio de 2018, que aponta tais fatos, também mostrou que entre 1995 e 2014, o custo de cirurgias da coluna aumentou 540%.

O que a população precisa saber é que a grande maioria dos casos de dor lombar responde à tratamento fisioterapêutico (custo muito mais baixo que cirurgia e medicamentos – que não são eficazes e os que são, não passam de puro placebo, e a ciência já mostrou), e psicoterapia, que mantém o individuo ativo e trabalhando.

É preciso quebrar o paradigma do medo de se movimentar, e entender que a lombalgia não é uma doença, e sim um sintoma tratável, grande parte das vezes de maneira simples e objetiva.

Milhares de pessoas no mundo ainda estão recebendo tratamento errado para lombalgia, e precisamos cortar essa gama de tratamentos nocivos e inúteis.

Ana Carolina Santos é fisioterapeuta, seus contatos são [email protected] e (19) 99132-9882

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