Na semana passada tive a honra de tomar um café com uma velha amiga da época do MBA, que acaba de deixar a presidência da Microsoft Brasil para assumir a liderança da América Latina nessa mesma empresa. Falamos sobre muitos temas interessantes: estratégias empresariais, desenvolvimento de pessoas no ambiente profissional e o futuro da tecnologia. Trocamos algumas dicas de leituras e ela me sugeriu o livro do Presidente Mundial de sua empresa: Satya Nadella. Acabei de ler na manhã do dia em que iria redigir esse artigo. Minutos antes de me debruçar sobre o teclado, ainda pensativo sobre o que escrever, recebi a minha Revista Exame, e quem está na capa? Exato. O mesmo personagem. Como hesito em acreditar nas coincidências, não resisti à tentação e quero crer que é o destino me pedindo para lhe sugerir a leitura do tal. Afinal uma pessoa que assume uma empresa de tecnologia com 150 mil colaboradores, envelhecida e com imagem de antipática (principalmente para os jovens) e que em quatro anos a transforma em uma organização desejada por todos (e principalmente pelos jovens), deve ter algo a dizer. Sem contar que ele quase triplicou o faturamento nesse mesmo período.
Para os que se interessarem, o título em português é “Aperte o F5”, em referência a tecla usada para atualizar uma página carregada na tela do computador. Que é exatamente o que ele fez com essa gigante do mundo da tecnologia. Vale a pena ler, ainda que você não esteja ligado ao mundo empresarial. Ele reflete sobre inovação, tecnologias do futuro e como elas irão mudar a vida das pessoas. Melhor: como podem diminuir os problemas e desigualdades do mundo. Tudo em uma linguagem clara e sem jargões.
Uma frase nos agradecimentos finais fala alto sobre a forma como ele pensa e sua paixão por tecnologia: “Eu sempre disse que as melhores linhas de um código de programa são como poesia. O escritor luta para sintetizar uma infinidade de pensamentos e sentimentos no menor número de palavras possível, e ainda assim comunicar tudo o que quer expressar”. Quem disse que tecnologia não combina com poesia. Ops!

Yuri Trafane
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