O Brasil assistirá nas próximas décadas a um aumento da população idosa e a uma diminuição no número de jovens.
A população idosa (acima de 60 anos) deve dobrar no Brasil até o ano de 2042, na comparação com os números de 2017. Os dados são de projeções do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em cinco anos, a população brasileira com 60 anos ou mais de idade cresceu 18,8% entre 2012 a 2017. Os dados indicam que a população, ao manter a tendência de envelhecimento dos últimos anos, ganhou 4,8 milhões de idosos desde 2012, superando os 30,2 milhões em 2017. Em 2012, os brasileiros com 60 anos ou mais eram 25,4 milhões.
Daqui a 13 anos, o número de pessoas acima de 60 anos deve superar pela primeira vez a quantidade de crianças e adolescentes (0 a 14 anos) no Brasil. Apesar do rápido aumento do número de idosos nos últimos anos, o País não está preparado para o envelhecimento de sua população.
O aumento evidência o envelhecimento gradativo, o que exige uma mudança nas políticas públicas. A escalada do envelhecimento impõe uma série de desafios para o País superar, como pagar as aposentadorias desse novo contingente de idosos.
Na Previdência, se não houver reforma, o Governo brasileiro não garante que terá condições de pagar todas as aposentadorias nos próximos anos. Na saúde, os custos têm sido cada vez maiores e no mercado de trabalho, as empresas parecem não estar preparadas para empregar pessoas mais idosas.
Como escreveu o escritor e humorista Millôr Fernandes: “Qualquer idiota pode ser jovem. Em poucos anos se consegue isso (…). É preciso algum tempo para envelhecer. E muito talento. O supremo talento da sobrevivência”.

Eduardo Vella é jornalista e escreve em O MUNICIPIO semanalmente, aos sábados.
[email protected]

