A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue apimentando opiniões em São João da Boa Vista. Como não poderia ser diferente, na sessão da Câmara Municipal de segunda-feira (26), a vereadora Dayse Ciacco (PL) e o vereador Leandro Thomazini (PT) voltaram a divergir em tom pacífico, desta vez, sobre o sistema de votação.


Discordância: Leandro Thomazini defende legitimidade da votação; Dayse Ciacco pede mais
mecanismos de transparência Divulgação/TV Câmara)
Do partido de Flávio Bolsonaro (PL), a vereadora cobrou, no plenário do Legislativo, transparência no processo eleitoral. “Nós tivemos eleições aqui no Brasil com votação em urnas eletrônicas sem registro individual impresso do voto para a conferência pelo eleitor. Eu defendo que continuemos debatendo mecanismos que possam garantir a transparência e a confiança da população”, declarou Dayse.
Do lado oposto, Thomazini defendeu a legitimidade do resultado e rebateu os questionamentos, argumentando que não houve contestação no primeiro turno, quando o bolsonarista levou a melhor. “Foi um processo totalmente transparente. No primeiro turno, as urnas não foram colocadas em xeque. Então, por que colocar em xeque agora no segundo turno? A democracia aconteceu da forma que tem que ser. O Brasil saiu vitorioso”, assegurou o petista.
Dayse disse considerar que o país atravessa um momento delicado e constrangedor em relação à condução das eleições. Segundo ela, suas preocupações envolvem o respeito à Constituição, a transparência das decisões e a imparcialidade das instituições.
Leandro garantiu que a contestação do resultado não faz sentido. “A nossa democracia segue acontecendo. A gente teve uma disputa muito acirrada.
A gente perdeu o primeiro turno, mas a gente não abaixou a cabeça. A gente seguiu lutando, foi para as ruas e como resultado a gente teve essa virada”, destacou o vereador.
Na avaliação de Dayse, o país precisa de instituições que inspirem confiança e respeitem as condições de alternância no poder. “A reeleição do presidente Lula foi para mim uma triste derrota. O que posso afirmar é que seguirei defendendo a Constituição, as leis, a transparência e a vontade popular”, pontuou.
O vereador citou que muitos votaram em Lula por considerar que a alternativa representada pela oposição era autoritária e sem projetos para o país. “E é por isso que mais uma vez a gente ganha a eleição e mais uma vez faz história. A gente arregaçou as mangas e ganhou na base do voto”, finalizou. (M.G)




