Por Suzana Amyuni
[email protected]
As exportações em São João da Boa Vista totalizaram US$ 4,7 milhões em agosto, segundo dados do Comex Stat, sistema oficial do governo brasileiro, divulgados na quinta-feira (4). Embora este tenha sido o menor valor registrado no ano, a cidade apresentou superávit comercial de US$ 3,8 milhões no mês, o que significa que as exportações foram maiores que as importações.

Segundo o economista Gilberto Brandão Marcon, doutor em Educação e professor de Economia no UniFAE, ainda é cedo para apontar as razões da queda. “É preciso analisar com mais profundidade onde ocorreu a retração, porque na área de commodities agrícolas há produtos sazonais, cujas exportações variam ao longo do ano”, explicou.
Os produtos das indústrias química e correlatas lideraram o ranking de exportações em agosto, com participação de 44,7%. A lista pode incluir desde farmacêuticos, fertilizantes e cosméticos até produtos como óxido de alumínio, usado na fabricação de alumínio e em diversos processos industriais. Na sequência vêm café e seus derivados, com 37,1%.
Já os produtos importados foram, principalmente, filés de peixes (23,6%), carvões para lâmpadas e pilhas, além de outros artigos de grafite (19,4%) e batatas (16,0%).
Os principais destinos dos produtos da cidade foram Bélgica (19,4%), Alemanha (12,9%), Suécia (10,7%) e Turquia (2,8%). Por outro lado, as compras tiveram como principais origens Ucrânia (19,4%), China (18,2%) e Chile (16,0%).
PANORAMA ANUAL
No consolidado do ano, o superávit comercial em São João é de US$ 44,2 milhões. De janeiro a agosto, a cidade exportou US$ 56,7 milhões ante uma importação de US$ 12,5 milhões. Considerando os oitos primeiros meses, o café foi o produto mais exportado (49,1%), seguido dos derivados de indústria química (35,3%).
Os principais destinos dos produtos exportados no período foram EUA (18,6%), Alemanha (9,5%) e Itália (6,5%), diferentemente do mês de agosto, quando o país norte-americano recebeu apenas 4,7% dos produtos do município.
Para Marcon, a diversificação dos mercados compradores tem sido uma estratégia bem-sucedida do Brasil. “Apesar da sobretaxação do café pelos EUA, conseguimos recolocar nossas commodities em outros países. Essa mudança de foco é parte de políticas contingenciais, mas tem funcionado, especialmente para o café, a carne bovina e parte da laranja produzida no Brasil”, afirmou.



