Por Clovis Vieira
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Ana Botafogo, primeira bailarina do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, esteve em visita a São João da Boa Vista de 21 a 23 de junho, cumprindo agenda bastante concorrida pelo público admirador do trabalho dela. A convite da Prefeitura, a artista aproveitou a estadia e assistiu ao espetáculo ‘Como é Grande o Meu Amor por São João da Boa Vista’, apresentado no Centro de Integração Comunitária (CIC), na sexta-feira (21), em comemoração ao bicentenário da cidade.

No sábado (22) apresentou, no Theatro Municipal, workshop sobre ballet clássico, voltado especialmente a professores e alunos de dança convidados para este encontro, que reuniu 70 bailarinos. No dia seguinte, conversou com o público no palco do Theatro na palestra ‘Vida de Bailarina’, onde falou dos seus 40 anos na dança. Botafogo marcou presença no município como pessoa de extrema simpatia com todos à sua volta, não recusando fotos ‘selfies’ com fãs e admiradores.
JAGUARI
No primeiro dia em São João, Ana reuniu-se com a imprensa no Salão Vermelho da Prefeitura, para uma entrevista coletiva. Recebeu do Departamento de Turismo presentes vindos de produtores sanjoanenses como doces, queijos e cachaça. Logo no início desse encontro, disparou: “Eu acabei de chegar à cidade, tenho muito para conhecer; já sei que vou tomar água do Jaguari e vou voltar mais vezes”, referindo-se ao dito popular ‘Quem toma água do Jaguari, não sai mais daqui’.
Indagada pela reportagem do O MUNICIPIO sobre como é visitar cidades do interior, tendo dançado em grandes centros nacionais e internacionais, Botafogo afirmou: “Eu já faço isso a algum tempo, ao longo da minha carreira, e sempre achei que o artista precisa estar próximo do seu público. Isso é importante para estimular esse público a frequentar eventos de arte e nos assistir no palco”. Ela confessou-se feliz por estar numa cidade onde nunca estivera.
Assegurou que sua missão, neste momento da vida, é incentivar jovens bailarinos e bailarinas para que continuem nessa arte, já que agora ela deseja ser público e aplaudir os novos talentos que surgem todos os dias. “O artista não pode parar, não pode ceder nem esmorecer diante de dificuldades, ele precisa sempre estar em cena”. Em certo momento, apontou: “Vocês têm um teatro lindo! Não sei como eu não dancei nesse teatro nas minhas viagens”. O Departamento de Comunicação Social afirmou que, de modo informal, Ana Botafogo aceitou ser a madrinha do Bicentenário de São João.




