MARCELO GREGÓRIO
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Cerca de 150 participantes estiveram no 1º Encontro do Café, realizado na Fazenda Escola da Unifeob, no sábado (26), em São João da Boa Vista. O evento reuniu produtores rurais, representantes de empresas, profissionais do setor, estudantes e interessados na cafeicultura.
Com cinco horas de duração, a primeira edição se concentrou em palestras, degustações e atividades voltadas à produção, ao conhecimento e às novas tecnologias do setor, fortalecendo a importância da cafeicultura para São João e região, bem como a aproximação da universidade aos diferentes agentes da cadeia produtiva do café.

A produtora Vanessa Moreno, da Fazenda São Felipe, de Ibiraci (MG), ministrou palestra sobre sua experiência com manejo regenerativo e os resultados alcançados na propriedade. “O evento teve uma importância ímpar pra mim, [pois] me conectei com pessoas de muito propósito e a troca de conhecimento foi riquíssima. Precisamos fortalecer esses encontros ano após ano nessa região”, disse.
PROGRAMAÇÃO
O reitor da Unifeob, José Roberto Junqueira, e a pró-reitora de Negócios, Kika Figueiredo, fizeram a abertura das atividades. O engenheiro-agrônomo José Braz Matiello, com experiência de mais de cinco décadas dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento da cafeicultura, esteve presente. Ele ministrou a palestra ‘Avanço na Cafeicultura Brasileira’.
O gerente regional do Mercadão dos Drones, João Francisco Miranda Maciel, abordou as novas tecnologias aplicadas ao campo. Já Loriane Salvi, da CPL de Espírito Santo do Pinhal, também contribuiu com a programação técnica. Outro momento importante foi o painel ‘Avanço na Cafeicultura Brasileira’, que teve a mediação do professor do curso de engenharia agronômica, Vantuir de Albuquerque Silva.
FUTURO DO CAFÉ
O debate permitiu reunir diferentes perspectivas sobre o presente e o futuro da cafeicultura, abordando temas como mecanização, manejo, sustentabilidade, tecnologia, inovação, mercado e os novos desafios enfrentados pelos produtores.
Ao O MUNICIPIO a instituição reiterou a importância das atividades. “Mais do que realizar um evento, a proposta é fortalecer a conexão permanente entre universidade, produtores, empresas e estudantes, contribuindo para uma cafeicultura regional cada vez mais conectada ao conhecimento, à tecnologia, à sustentabilidade e à inovação”, pontuou.
EXPORTAÇÕES
Apontado como o maior exportador de café do mundo, o Brasil exportou cerca de 41,9 milhões de sacas de 60 kg de café em 2025. Segundo a diretoria regional do Ciesp de São João, de janeiro a agosto deste ano, o município exportou US$ 8 milhões de café, correspondendo a 20,7% do total de produtos exportados pela cidade (US$ 38,6 milhões). Em 2025, os principais destinos foram Estados Unidos (US$ 3,75 milhões), Japão (US$ 2,69 milhões), Suécia (US$ 2,60 milhões), Itália (US$ 2,27 milhões) e Bélgica (US$ 2,09 milhões).




