Fiquei muito satisfeito por ver tantos empresários do varejo e vendedores de São João e região no treinamento que ministrei na última quinta-feira sobre vendas. É bom saber que muitas pessoas dessa cidade que amo, estão cientes de que o caminho para a prosperidade profissional e empresarial é o desenvolvimento. E entre os diversos temas que discutimos, um me pareceu ter chamado particularmente a atenção dos participantes: o futuro das lojas físicas na era do e-commerce e, principalmente do m-commerce (m de mobile). Logo no início provoquei-os: “O varejo físico vai acabar com o crescimento das compras pela internet?” Quase que num instinto de defesa, a maioria afirmou que não; que as lojas sobreviverão. E para inquietá-los ainda mais sentenciei: “Sinto informá-los que sim. O varejo físico vai acabar”. E diante da reação de estranheza com uma ponta de indignação, complementei: “E ao mesmo tempo não vai acabar”. As expressões se metamorfosearam para traduzir uma enorme interrogação facial. Então expliquei lá e sublinho aqui: “Existem dois tipos de lojas: aquelas que são apenas locais de troca de dinheiro por mercadoria. Espaços sem a menor atratividade de nenhuma natureza que irão minguar, reféns da facilidade das transações pelos smartphones. E existem as outras lojas. Aquelas que criam experiências de consumo. Que brindam os sentidos humanos, deliciam as pessoas com um ambiente agradável e um atendimento calorosamente eficiente. Com potencial para transformar a aquisição de produtos e serviços em entretenimento. Essas estão no caminho da sobrevivência e da prosperidade.
Concluindo: é inútil tentar competir com a eficiência e praticidade das máquinas. A única forma de continuar relevante é apelando para aquilo que é inerentemente humano, como as sensações e os sentimentos.
Já disse Ricardo Basaglia, Managing Director da Michael Page “Se você não quer ser substituído por um robô, não aja como um.”
Abraço e bom fim de semana,
Yuri Trafane
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