Estou dividido entre o enorme alívio de ver o pt fora da presidência do nosso país, o que diminui bastante a possibilidade desse partido implementar o projeto de poder retrogrado e doentio que alimenta desde sempre; e a preocupação com a incógnita que o novo presidente representa.
Espero que Bolsonaro realize todas as mudanças boas que prometeu, dentre as quais destaco o endurecimento da luta contra a corrupção e o crime, além do estímulo ao empreendendorismo e à geração de empregos que nasce daí. As primeiras decisões na constituição do seu ministério parecem apontar numa direção positiva.
E desejo profundamente que ao sentir o peso da responsabilidade que a nação colocou sob seus ombros, ele possa rever todas as posições preconceituosas e equivocadas que numa verborragia inconsequente despejou sobre a alma de todos nós, ferindo de forma lancinante algumas minorias e grupos específicos.
Da minha parte tentarei apoiar as boas iniciativas e estarei vigilante a qualquer sinal de autoritarismo ou desumanidade, que enfrentarei com a mesma combatividade com a qual me postei diante do petismo cleptocrata.
Acrescento que considero legítimo a comemoração da vitória por parte daqueles que votaram contra o pt ou a favor de Bolsonaro. Mas vejo como um erro enorme fazer isso com escárnio ou de forma provocativa. Muitos estão comemorando como se o tema fosse futebol. Não é o caso. Estamos falando de vida e do destino das pessoas e suas famílias.
o outro lado do voto estão, em sua esmagadora maioria, pessoas de bem. Vários amigos e até familiares. Temerosos e preocupados. Seria mais humano se os tratássemos como nós gostaríamos de ser tratados caso a balança tivesse pendido na direção oposta.
E finalizo repudiando todas as posturas que cultivam “o quanto pior, melhor”. Atacar o novo governo apenas por despeito é não só eticamente questionável, mas também de uma falta de pragmatismo a toda prova. Afinal se tudo der errado, afundaremos juntos. A oposição crítica e responsável é não só bem vinda, mas necessária para o crescimento do país. A “birra”ideológica é uma prova de imaturidade.

Yuri Trafane
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