Corrupção: Efeitos e Sugestões

Escrevi este artigo no dia do 2º Turno das Eleições Presidenciais. Está sendo publicado, portanto, depois conhecermos o vencedor do pleito. E o faço propositalmente: não tenho a finalidade, hoje (28), de um artigo com cunho político. Minha intenção é apenas a de demonstrar os malefícios da corrupção, neste ou naquele governo, e trazer algumas sugestões quanto ao tema.

Primeiro, parece-me importante esclarecer que a corrupção não rouba “a mim” ou “a você”. Rouba a nós dois. Rouba o erário, ou seja, o dinheiro público. E, a bem da verdade, como já disse Margaret Tatcher, “não existe essa coisa de dinheiro público; existe apenas o dinheiro dos pagadores de impostos”.

Em outras palavras, o ‘dinheiro público’ nada mais é do que o dinheiro dos impostos pagos por cada um de nós. Quando o corrupto desvia o dinheiro público, está desviando o dinheiro pago por cada brasileiro que pagou seus impostos. Ou seja, um único desvio atinge a todos.

Pior: além de desviar o nosso dinheiro, ainda retira o dinheiro de onde deveria ser aplicado: saúde, segurança, educação, lazer, cultura, entre outras áreas.
Penso, assim, que os crimes de corrupção deveriam ter punição exemplar, rápida e com penas severas, de forma a desestimular o corrupto de incorrer num crime dessa verga.
Exemplo: o corrupto condenado perderia para sempre seus direitos políticos passivos, ou seja, a capacidade de ser candidato, ficaria impedido de ocupar qualquer cargo público, seja por concurso público ou por nomeação, deveria ressarcir os cofres públicos no dobro do valor desviado, podendo essa ‘dobra’ ser relativizada em caso de delação premiada eficaz.

É uma sugestão; tantas outras existem. O que precisamos, nesse novo cenário de intolerância à corrupção e de eleições recém-finalizadas, é exigir uma atuação ética de cada pessoa eleita.


Rubens Stegelitz Capistrano
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