MARCELO GREGÓRIO
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O MUNICIPIO encerra, nesta edição, a série de reportagens sobre a visita do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), a Poços de Caldas. Reeleito ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (25), para mais quatro anos de governo, Alckmin destacou, durante a passagem pela cidade, a importância de incentivar e apoiar o desenvolvimento econômico.
O pessebista deu ênfase às exportações defendendo que são cruciais para o avanço do setor industrial. Ele considerou que o Brasil vem registrando ‘altos voos’ nas vendas externas e ampliando oportunidades para a indústria nacional. “Estamos batendo recorde de exportação”, citou Alckmin. A ideia foi reforçada durante o encontro “Sul de Minas: Nossa Terra, Nosso Futuro”, realizado no dia 18, que reuniu ainda temas sobre terras raras e cafeicultura.

e vamos ser o maior exportador do mundo” (Marcelo Gregório/O MUNICIPIO)
Para uma plateia formada por pequenos produtores, Alckmin comparou o setor agrícola com o formato de 50 anos atrás, período em que o país precisava importar os alimentos. “Este ano, nós vamos passar os Estados Unidos e vamos ser o maior exportador do mundo. E olha que bonito: tiramos 30 milhões de pessoas do mapa da fome”, assegurou. Segundo ele, o governo federal também está atento às questões ambientais. “Cuidamos do meio ambiente, o desmatamento despencou e tivemos um enorme ganho de produção agrícola. Você não precisa destruir o meio ambiente para aumentar a produção. Eu acho que foram bons exemplos que nós tivemos”, comemorou.
REFORMA TRIBUTÁRIA
Ex-governador de São Paulo, por quatro mandatos, Alckmin falou sobre a redução de custos, principalmente na indústria. “A carga tributária brasileira é de 33% do PIB [Produto Interno Bruto], isso é fato, você tem custo alto. Então, eu consigo vender o produto primário, mas tenho dificuldade de vender o produto industrial. Quando fui ministro da Indústria eu vivia isso todo dia. Você aumenta o imposto da importação a pedido da indústria brasileira pra competir com a estrangeira, e aí afeta toda uma cadeia, pois o custo do produto ficou alto para o consumidor final”, explicou o vice-presidente. “O Brasil tem um imposto indireto. Vamos supor, 40% de imposto, a alíquota é igual para o pobre e para o rico, para a pessoa que ganha um salário mínimo e [para o que] ganha [um] trilhão. É a mesma alíquota”, igualou.
SETOR INDUSTRIAL
Sobre o programa Nova Indústria Brasil (NIB), voltado ao combate à desindustrialização, que ocorre desde 1990, o vice-presidente abordou os próximos passos. “O presidente Lula lançou [a política] para recuperar a indústria”, avisou. O vice também é favorável a uma indústria inovadora com pesquisa e desenvolvimento sustentável. “Indústria competitiva [e] reforma tributária [com] cinco impostos. Três federais: PIS, Cofins e IPI. ICMS e ISS municipais. A Europa fez isso 40 anos atrás. Estamos fazendo com 40 anos de atraso, mas foi o presidente Lula que fez. [A] reforma tributária vai valer a partir de 1º de janeiro agora”, reforçou.
FUTURO NA POLÍTICA
Faltava uma semana para o segundo turno das eleições quando Alckmin esteve em Poços. Na ocasião, a reportagem de O MUNICIPIO perguntou se ele poderia ser o candidato da coligação nas eleições de 2030, em caso de reeleição, já que Lula não poderá mais concorrer. “Há duas pessoas ansiosas na vida: jornalista e político. Sou candidatíssimo”, confirmou. “A ser presidente do Santos Futebol Clube”, desconversou descontraidamente citando o time do coração.



