Por Maurice Progin
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Segundo levantamento do Panorama Setorial Fitness Brasil, o número de academias no país quase triplicou desde 2015, saindo de 22.581 CNPJs ativos para pouco mais de 60 mil em 2025, o que já nos consolida como o segundo maior mercado do mundo em quantidade de centros de atividades físicas, atrás apenas dos Estados Unidos. De acordo com o estudo, deveremos ter ao menos 70 mil academias em território brasileiro até 2027.

Esse salto expressivo nos números tem explicação, passando pela constante busca por uma vida mais saudável nas redes sociais e pelo maior valor que a população tem dado para saúde física e mental. Na opinião do empresário e personal trainer Eduarto Baeta, dono da academia CT Baeta, localizada na Vila Loyola, em São João da Boa Vista, esse movimento fitness ganhou muita força durante e depois da pandemia da Covid-19. “A pandemia serviu para ligar um alerta e mostrar para as pessoas que não praticavam atividades físicas a importância do ganho de massa muscular […] quem era mais ativo conseguiu suportar melhor os desafios daquela época”.
FRANQUIAS
Segundo o Departamento de Desenvolvimento Econômico de São João da Boa Vista, são 94 academias/empresas de atividades físicas ativas no município atualmente. Entre elas, existem franquias como Smart Fit, a maior da América Latina, Malibu e Sky Fit. “A chegada de grandes redes nacionais de academias representa uma oportunidade relevante para o município, especialmente no que se refere à geração de emprego, renda e dinamização da economia local. A instalação dessas empresas tende a criar postos de trabalho diretos em áreas como atendimento, recepção, vendas, administração, limpeza, manutenção e orientação física”, afirmou Vanderlei Simionatto, diretor do Departamento de Desenvolvimento Econômico de São João.
Simionatto também destaca a criação de novos postos de trabalho na cidade. “Além disso, as academias movimentam empregos e negócios de forma indireta, beneficiando profissionais autônomos, fornecedores, empresas de manutenção, serviços terceirizados, comércio e outros empreendimentos instalados no entorno. Isso estimula novos investimentos, aumenta a circulação de pessoas e recursos e favorece a ocupação de imóveis e áreas com potencial econômico”.
O analista de recursos humanos Nickolas Lima gosta de treinar em grandes franquias. “Eu prefiro frequentar academias de rede porque acredito que elas possuem equipamentos melhores, modernos e mais novos. O espaço é muito bom e tudo bem estruturado. Além disso, elas oferecem também um ambiente climatizado que faz toda a diferença”.
ACADEMIAS LOCAIS
Já Ronaldo Junior, que é operador de preset, opta por academias menores para ficar mais à vontade. “Nas academias de bairro, é mais tranquilo a questão da roupa, posso treinar descalço e sem camisa sem problemas. É uma galera mais próxima e todo mundo se conhece por lá, então não tem frescura. Consigo também pegar o peso que quiser e ficar o tempo que quiser nas máquinas, e sei que ninguém vai reclamar”.
Para Eduardo Baeta, que administra o CT Baeta há uma década e conseguiu até abrir uma outra unidade, as academias locais precisam oferecer diferenciais para se destacar. “Além da musculação, nós fomos pioneiros em trazer aulas de defesa pessoal, ensinamos o krav magá há dez anos. Também temos muay thai, boxe filipino e tradicional. São mais de dez aulas coletivas, a maior grade de São João […] nós buscamos oferecer aquilo que as outras academias não dão tanta atenção. A gente cria e desenvolve metodologias diferentes e exclusivas. O nosso leque é muito amplo, por isso sobrevivemos por tanto tempo […] quem vem pra cá busca atendimento diferenciado, acolhimento e um ambiente familiar. A gente atende um público que precisa de um serviço personalizado”.
O profissional finaliza com um apelo. “É impossível bater de frente com as grandes redes com relação à estrutura. São investidores com poder aquisitivo altíssimo […] eu gostaria muito que a população sanjoanense prestigiasse mais as academias locais, que estão aqui há anos lutando para fazer acontecer”.




