São João movimenta US$ 43,6 milhões no comércio exterior

Por Ana Laura Moretto
[email protected]

 São João da Boa Vista movimentou US$ 43,6 milhões no comércio exterior entre janeiro e julho deste ano. O município exportou US$ 34,4 milhões e importou US$ 9,2 milhões, registrando saldo positivo de US$ 25,3 milhões no período.

Os compostos de alumínio utilizados como insumos industriais lideraram as exportações, representando 49% das vendas internacionais. Na sequência, aparecem café e derivados (22,7%), aparelhos mecânicos para projetar, dispersar ou pulverizar líquidos ou pós (6,2%), quadros, painéis e outros suportes para controle ou distribuição de energia elétrica (6,1%) e frutas (5%).

Os produtos fabricados no município foram enviados para diferentes países. Bélgica (11,4%), Alemanha (10,5%), Países Baixos (7,2%), Luxemburgo (6,8%), Áustria (6,6%) e Reino Unido (6,3%) foram os principais destinos. Argentina (3,9%), Estados Unidos (4,7%) e México (2,9%) também aparecem entre os compradores.

Porto de Santos: por onde passam produtos de São João da Boa Vista que chegam ao mercado internacional (Reprodução/Internet)

No comércio exterior, a região de São João da Boa Vista apresentou desempenho ainda maior.

As exportações dos municípios que integram a regional do Ciesp chegaram a US$ 469,5 milhões entre janeiro e julho, crescimento de 8,1% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações somaram US$ 130 milhões, alta de 26,7%, resultando em saldo positivo de US$ 339,5 milhões. Na região, os principais produtos exportados foram café, chá, mate e especiarias (53,4%), preparações alimentícias diversas (22,4%) e animais vivos (4,9%). Alemanha (13,3%), Itália (8,6%) e Rússia (7,9%) foram os principais destinos.

Para Adriano Alvarez, primeiro vice-diretor do Ciesp São João da Boa Vista, os números mostram a força do agronegócio e da capacidade produtiva da região, ao mesmo tempo que as importações ajudam a sustentar investimentos e a modernização das empresas. “O desempenho demonstra a competência do agro e toda a capacidade instalada em nossa região. As importações também fazem parte dessa cadeia, porque representam a busca por tecnologia, máquinas, adubos, defensivos e outros insumos necessários para ampliar a produção e a competitividade”, afirmou.

Alvarez destacou ainda que o mercado internacional não deve ser visto como uma possibilidade restrita às grandes companhias. “As micro e pequenas empresas que desenvolvem um produto ou pretendem prepará-lo para exportação também podem buscar capacitação. A ApexBrasil, em parceria com o Ciesp e o Sebrae-SP, oferece apoio para que essas empresas treinem suas equipes, identifiquem oportunidades e se preparem para participar do mercado externo”, completou.

Os dados são do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com base nas informações dos municípios que integram as diretorias regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here