A Confederação Brasileira de Futebol, a CBF, anunciou nesta semana uma nova regra para o Campeonato Brasileiro dessa temporada: cada clube poderá demitir técnico somente uma vez. E cada treinador só poderá pedir demissão uma vez. Quem pedir a segunda, não poderá mais treinar na mesma competição. Isso vale apenas para a Série A do torneio, previsto para começar no dia 29 de maio e terminar em 5 de dezembro (tudo depende da situação da pandemia).
Caso uma equipe demita o treinador pela segunda vez, ela só poderá efetivar no cargo um outro profissional que já seja funcionário do clube com no mínimo seis meses de casa. Por exemplo: um treinador das categorias de base ou um auxiliar fixo.
Com essa nova regra, possivelmente a ‘dança dos técnicos’ vai acabar e os clubes serão obrigados a contratar melhor seus comandantes. Uma decisão acertada, pois o futebol precisa amadurecer.
Num campeonato longo como é o Brasileirão, é comum ver clubes trocando de treinadores até quatro vezes na mesma competição. E não importa se está brigando para não cair ou pelo título. É uma folia!
Trocar muitas vezes de técnico é ruim para o time dentro de campo e fora dele. Por exemplo: nas quatro linhas não há tempo dos jogadores acostumarem com o estilo de jogo de cada treinador. E para os cartolas é prejuízo financeiro, já que as demissões e os rompimentos de contratos têm multas.
Os clubes brasileiros estão endividados há anos e uma parte dessas dívidas são de treinadores que passaram e que continuam recebendo parcelas desses times. Isso é reflexo de péssimas escolhas e má administração.
Agora, os dirigentes terão que ser mais rigorosos na hora de contratar um novo técnico. Além disso, essa medida vai aliviar os cofres dos clubes com poucas multas rescisórias.
Esse é um pequeno passo, mas muito importante para que o futebol brasileiro possa evoluir e os técnicos terem mais segurança para exercer seu trabalho.

Weslen Máximo

