Outubro Rosa: mais que um laço, um chamado à conscientização sobre o câncer de mama

O mês de outubro é internacionalmente marcado por uma importante campanha de saúde: o Outubro Rosa, que visa alertar a sociedade sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. Apesar do caráter simbólico do laço cor-de-rosa, os números por trás da doença revelam uma realidade alarmante que vai muito além da cor e da simbologia.

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, representando 30,1% dos diagnósticos de câncer, excetuando-se o câncer de pele não melanoma. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 73.610 novos casos da doença entre 2023 e 2025, sendo o câncer de mama a principal causa de morte por câncer entre as mulheres em todas as regiões, exceto na Norte, onde o câncer do colo do útero ainda lidera. Embora raro, o câncer de mama também afeta homens. Estima-se um aumento de 20 a 25% na incidência da doença entre eles, com 2.800 novos casos nos Estados Unidos e 227 mortes registradas no Brasil em 2019.

Frente a esses dados, a campanha Outubro Rosa ganha ainda mais relevância. Mais do que reforçar a importância do autoexame, da mamografia e do acesso ao diagnóstico precoce, o momento atual exige ações integradas voltadas à qualidade de vida após o tratamento.

Com os avanços da medicina, cresce o número de mulheres sobreviventes ao câncer de mama, e com isso, emergem novos desafios: a recuperação funcional, a minimização de sequelas físicas e a reintegração social.

Nesse contexto, a fisioterapia oncológica tem papel fundamental. A atuação fisioterapêutica, desde o pré-operatório até o pós-tratamento, contribui significativamente para a melhora da mobilidade, controle da dor, prevenção de linfedema e promoção da autonomia. O cuidado vai além do tratamento da doença, pois é sobre dar qualidade de vida aos anos que a medicina proporciona.

O Outubro Rosa não é apenas um convite à conscientização, mas também à reflexão coletiva sobre a integralidade do cuidado com quem enfrenta ou enfrentou o câncer de mama.

Informar, acolher e tratar com empatia são atitudes que salvam e transformam vidas.

 

Profa. Dra. Laura Rezende
é fisioterapeuta e pró-reitora de
Pós-Graduação e Pesquisa da Unifae

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