Por Pedro Souza
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A Vigilância Epidemiológica confirmou, na quarta-feira (12), um caso de raiva em um cão doméstico não imunizado em São João da Boa Vista. O animal, uma fêmea de aproximadamente um ano, da raça Pastor Malinois, vivia na região do Solário da Mantiqueira. Segundo levantamento realizado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e pela Vigilância Epidemiológica, o cão era domiciliado e não tinha acesso à rua.
De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Ludimila Barros Zan, assim que o resultado positivo foi confirmado, foram desencadeadas as ações de prevenção, profilaxia e bloqueio para pessoas e animais que tiveram contato com o caso.
A raiva em animais domésticos, como cães e gatos, não era registrada no município havia cerca de 30 anos.
O caso foi comunicado pelo Hospital Veterinário da Unifeob na sexta-feira (7), após o animal morrer apresentando sintomas neurológicos. Durante o atendimento, outros exames foram realizados e descartaram outras doenças. Diante da suspeita, foi coletada uma amostra e encaminhada ao Instituto Pasteur, em São Paulo (SP), laboratório de referência para a confirmação do diagnóstico.
O resultado positivo foi recebido pelo município na quarta-feira (12). A partir da confirmação, os protocolos epidemiológicos foram colocados em prática.

CONTACTANTES
Uma das primeiras medidas foi identificar todas as pessoas que tiveram contato com o animal nos dez dias anteriores ao início dos sintomas. Entre os contactantes estão familiares e profissionais veterinários. Segundo a Vigilância Epidemiológica, todos já haviam sido identificados na quarta-feira e os protocolos de profilaxia contra a raiva humana foram iniciados.
Também foi realizado o levantamento dos animais que tiveram contato com o cão. Segundo a avaliação das autoridades, eles já eram vacinados, mas receberão duas doses de reforço da vacina antirrábica, conforme o protocolo adotado para animais contactantes e para cães e gatos que estejam na área de bloqueio.
VACINAÇÃO
A coordenadora reforçou a importância de manter a vacinação antirrábica dos animais em dia. Mesmo com a interrupção das campanhas pontuais pela Secretaria de Estado da Saúde, o Centro de Controle de Zoonoses mantém um posto fixo de vacinação durante todo o ano.
A legislação municipal determina que todo proprietário de cães e gatos deve vaciná-los anualmente contra a raiva. A ausência de campanhas de vacinação não isenta o proprietário da responsabilidade pela imunização do animal.
A orientação neste momento é que os moradores mantenham atualizada a vacinação antirrábica de seus animais e tenham atenção a possíveis contatos com animais silvestres, especialmente morcegos.
Caso um morcego seja encontrado caído, morto ou com dificuldade para voar, a recomendação é não tocar no animal. Ele deve ser isolado com um balde ou outro recipiente plástico, colocado de forma invertida sobre o animal, e o Centro de Controle de Zoonoses deve ser acionado para realizar o recolhimento com segurança.
IDENTIFICAÇÃO DO CASO
Ludimila também destacou a atuação dos profissionais veterinários envolvidos no atendimento. Segundo ela, a atenção aos sinais apresentados pelo animal foi fundamental para a identificação da suspeita, a notificação dos órgãos de saúde e o encaminhamento da amostra ao laboratório de referência em tempo hábil.
A identificação possibilitou ainda o início imediato dos protocolos epidemiológicos e sanitários de profilaxia e bloqueio.





A prefeitura deve achar que todo mundo tem como transportar seu animal de estimação até o CCZ. Deviam voltar com as campanhas de vacinação nas pracas e CSU como eram antigamente.