Por Clovis Vieira
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Dar nomes humanos a animais de estimação tem se tornado cada vez mais comum. A prática, além de curiosa, reflete a maneira como muitos tutores enxergam seus pets, tratando-os como integrantes da família e reforçando os laços afetivos dentro de casa.
Enquanto países como a Espanha avançam na legislação ao reconhecer legalmente os animais como parte da família, no Brasil uma atitude informal já demonstra essa proximidade: batizar cães e gatos com nomes tradicionalmente usados por pessoas.

“Lá em casa temos o Sebastião. Ele é lindo de viver, muito lindo”, contou Angelita Franco, ao falar sobre seu pet.
De acordo com informações do site Gatos Incríveis, dar nomes humanos aos animais é considerado uma atitude saudável e tem se tornado uma tendência crescente. A prática acompanha o fortalecimento do vínculo entre tutores e animais, refletindo carinho e proximidade. Quando ocorre de forma equilibrada, essa chamada “humanização” pode trazer benefícios emocionais tanto para as pessoas quanto para os pets.
SÉRGIO, AMELIE, NELSON…
Entre os exemplos estão os nomes escolhidos por diversos tutores. Donizetti de Camargo tem o Jacó, um shih-tzu que frequenta o pet shop para cuidados no pelo. Vera Oliveira convive com o gato Nelson, que domina a casa. José Fonseca Neto, o Zezo, batizou seu cãozinho de Joaquim, embora o apelido seja Jacó.
A cabeleireira Lucinha Tódero lembra com carinho de Waltinho, que marcou presença até entre os clientes do seu salão. Nilza Bernardes tem há dez anos a Athena, uma mestiça de salsichinha com vira-lata. Já Luís Carlos Queiroz, de Águas da Prata, se orgulha de sua Laila.
Entre outros exemplos estão o shih-tzu Manolo, de Carmen Beatriz Nobre; Amelie e Sorelle, de Beti Pradella; e Chanel, que marcou a vida de José Luiz Hentz. Ruth Ildefonso se diverte com o seu Branco, enquanto Vaneska Lobão reúne em casa uma turma inspirada no universo de Harry Potter: Dobby, Malfoy, Lupin, Luna e Potter.
Alice Felipe tem o Frederico, conhecido pelos motociclistas como Fred ou Fredinho. Cláudia Cunha recorda com carinho de Lina e Sofia, que já se foram. Roice Mello também lembra de Mies Van Der Rohe, assim como Luciene Carvalho recorda Tessa.
Outros exemplos incluem Lara Helena, de Priscila Vanzela; o gato Ozzy, de Rô Dezena Nogueira, em homenagem ao músico Ozzy Osbourne; e Francisco, o gatinho de Andressa Vieira. O maior grupo, porém, é o de Maria Cristina Backstrom, que reúne Betinho, Davi, Ronaldo, Carolina, Francisco, Evelyn, Toinho, Luciano, Fernando e Zulmira.
LEGISLAÇÃO NA ESPANHA
Na Espanha, mudanças recentes na legislação reforçam a ideia de que os animais fazem parte da família. Em vigor desde setembro de 2023, a nova lei reconhece os pets como seres sencientes e estabelece regras mais rígidas para adoção e cuidados.
A proposta impacta situações do cotidiano. Em casos de separação, por exemplo, a guarda do animal passa a ser definida considerando o que é melhor para ele. A legislação também limita o tempo que os animais podem permanecer sozinhos e prevê medidas para evitar abandono e maus-tratos, buscando garantir melhores condições para mais de 15 milhões de animais domésticos no país.


