Por Clovis Vieira
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A ponte localizada na avenida Presidente João Belchior Marques Goulart, nas proximidades do Parque das Nações, permanece interditada desde o dia 9 de fevereiro, após apresentar danos estruturais provocados pelo rompimento de uma adutora da Sabesp. Conhecida como ponte do Half, a estrutura sofreu erosão, apresentou afundamento e passou a oferecer risco de desabamento, o que levou a Prefeitura de São João da Boa Vista a interromper a passagem de veículos e pedestres por questões de segurança.

Segundo o Departamento de Gestão e Planejamento Urbano, o processo administrativo para contratação da empresa responsável pelos projetos executivos da nova ponte sobre o Córrego São João está em fase final de formalização contratual.
A prefeitura informou que, concluídas as etapas de orçamento e instrução técnica, a assinatura do contrato permitirá o início dos estudos de campo, incluindo serviços de sondagem e levantamentos topográficos.
Apesar do andamento do processo, a administração municipal afirmou que a tramitação ocorre sem caráter de urgência, considerando que a região dispõe de rotas alternativas plenamente funcionais para acesso aos bairros, garantindo a mobilidade da população durante esse período.
Moradores da região, porém, demonstram preocupação com a possibilidade de atrasos na solução do problema em razão da burocracia envolvida no processo.
De acordo com a prefeitura, o cronograma das obras depende da conclusão e aprovação de etapas técnicas, como o laudo de sondagem SPT e o estudo hidrológico, a elaboração do projeto estrutural completo em padrão IFC (BIM) e a aprovação do plano de trabalho com a celebração de convênio junto à Defesa Civil Estadual.
Somente após a entrega do projeto executivo e a garantia de reserva orçamentária será possível abrir o processo licitatório para a execução da obra. Entre usuários da via, há quem avalie que a situação pode não ser resolvida ainda neste ano.
TRANSTORNOS DO DIA A DIA
A interdição tem provocado mudanças na rotina de moradores e de motoristas que utilizam diariamente a avenida João Goulart como rota de deslocamento entre bairros.
O cirurgião-dentista Adriano Souza relata que a situação interfere diretamente em seu trajeto diário.
“A interdição interfere bastante no meu deslocamento. Meu consultório fica na avenida Durval Nicolau e também preciso passar pela região para levar e buscar meu filho no colégio”, afirmou.
Segundo ele, a rua da escola é de mão única e o principal acesso seria justamente pela via que permanece interditada.
“Por causa disso, nos horários de entrada e saída dos alunos se forma um acúmulo muito grande de carros e o trânsito fica complicado”, relatou.
RECLAMAÇÕES DE MORADORES
A avenida é uma das vias mais utilizadas por motoristas que se deslocam para bairros como Mantiqueira e Nova São João. Com a interdição, muitos condutores passaram a buscar rotas alternativas, o que aumentou o tempo de deslocamento.
O aposentado Ivan dos Santos Ribeiro, 82, morador da avenida João Goulart, afirma que a situação tem gerado insatisfação entre os moradores da região.
“Para chegar em casa vindo do centro da cidade, eu tenho que utilizar a pista do supermercado Big Bom”, contou. Segundo ele, diversos vizinhos estão revoltados com a demora na solução do problema.
Na tentativa de obter informações sobre o andamento do processo, Ribeiro relatou que já procurou o diretor do Departamento de Gestão e Planejamento Urbano, Amarildo Duzi Moraes, esteve duas vezes na Ouvidoria e registrou reclamação no Fórum.
“Resolver essa situação é simples. A Sabesp deveria apresentar um laudo anterior ao problema e a prefeitura fazer o mesmo. A prefeitura realiza a obra e depois cobra da Sabesp”, afirmou.




