Por Bruno Manson
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A vereadora e professora Hellen Gregório (Podemos) apresentou um requerimento na Câmara Municipal solicitando explicações sobre o processo de locação do imóvel que abriga o Centro de Atendimento Educacional Especializado (CAEE), no Jardim São Lázaro. A situação do prédio foi questionada na noite de segunda-feira (23) durante a sessão ordinária. De acordo com a autora do documento, o local tem sofrido com as fortes chuvas e a estrutura não estaria em condições adequadas para o funcionamento.
Ao comentar sobre o caso, Hellen relatou que trabalha no CAEE e tem acompanhado de perto a precariedade do local. Segundo ela, com as recentes chuvas, o forro de uma das salas caiu e “É o local onde eu trabalho e simplesmente o forro de uma das salas caiu — inclusive da minha – e chove dentro”, relatou. “É um caos toda vez que chove. É um caos também a situação — que eu já falei e bato na tecla — da climatização e da falta de cortina. Até agora não resolveu”, completou a vereadora. “Estamos pagando aluguel com dinheiro público nesses locais, sem condições adequadas para realizar o nosso trabalho”, observou.

RESPONSABILIZAÇÃO
O vereador Alexandre Sassarão (Rede) também se pronunciou sobre o caso, destacando que outras situações semelhantes têm ocorrido. Na ocasião, o parlamentar também cobrou a realização de laudos dos prédios antes de serem locados e a responsabilização das autoridades competentes. “São problemas estruturais que esses imóveis estão apresentando que já vem de muito tempo. Não é porque agora choveu. É um problema que o imóvel já tinha antes da locação pela prefeitura. Isso precisa ser bem esclarecido e os responsáveis têm que responder pelos seus atos”, declarou.
FIOS DESENCAPADOS E PRECARIEDADE
Prosseguindo com o debate, Luiz Paraki (Rede) comentou que viu de perto as condições do imóvel que abriga o CAEE e questionou a precariedade do local. “É uma situação de tristeza. Quando vai fazer a mudança de um lugar para outro, a gente tem que procurar um local melhor e não pior”, disse. “Deram uma ‘tapeada’ no prédio para tentar colocar as crianças lá”, disse. “As crianças estavam num lugar confortável, com ar-condicionado, quadra de esporte, um local bem arejado. Tiram as crianças de um lugar desse e levam num local onde o telhado está com problema, entra água, a fiação está exposta”, reportou.
O parlamentar ainda chamou atenção para os fios desencapados existentes no prédio. “E se alguém sem querer vai lá e liga uma fase – para funcionar um ventilador ou ligar alguma coisa — e uma criança põe a mão num fio desse?”, indagou o edil. “São caixinhas de força sem tampa, ferros com parafusos expostos, janelas com cartolina e adesivo [para tapar o sol] que os próprios professores compraram do bolso. Não é possível que não tenha uma fiscalização… não tenha alguém que vê isso antes de fazer uma mudança!”, frisou.
PREFEITURA SE MANIFESTOU
Em nota à imprensa, a Prefeitura de São João da Boa Vista se manifestou a respeito da situação do Centro de Atendimento Educacional Especializado. “Com relação às infiltrações apontadas, esclarecemos que o engenheiro responsável pela reforma já realizou os reparos necessários, sanando o problema identificado. Quanto ao forro que havia sido danificado em decorrência da infiltração, informamos que o reparo é de responsabilidade do locatário do contrato, sendo que as providências já foram devidamente solicitadas”, afirmou a administração municipal.
“No que se refere às alegações sobre condições de ventilação e eventual insalubridade das salas, destacamos que os ambientes possuem dimensões aproximadas de 4m x 2,5m e contam, atualmente, com um ventilador por sala. Ainda assim, visando aprimorar o conforto e as condições de atendimento, o setor de manutenção do Departamento de Educação realizará a instalação de um ventilador adicional em cada sala de aula”, garantiu.
Finalizando, o Departamento de Educação ressalta que o atendimento no CAEE foi iniciado no final do ano letivo de 2025 e, que desde então, as melhorias no espaço vêm sendo realizadas de forma contínua e planejada, com o objetivo de garantir condições cada vez mais adequadas para o atendimento dos alunos e para o trabalho dos profissionais.



