Por Clovis Vieira
[email protected]
Após nove anos em Jaboticabal (SP), a Irmã Hermínia Mollas está de volta a São João da Boa Vista. Integrante das Irmãs Andrelinas, também conhecidas como Irmãs de Santo André, congregação de espiritualidade inaciana e fundadora do Colégio Santo André no município, ela retorna à cidade onde construiu parte significativa de sua trajetória religiosa e social.

O retorno, ao lado de outras religiosas da congregação, é celebrado por amigos e admiradores, especialmente pelo trabalho desenvolvido junto à Pastoral da Criança. Em 1996, Irmã Hermínia recebeu a missão de reestruturar e expandir a atuação da entidade em São João e na região.
Desde que chegou ao município, em 1994, dedicou-se à visitação de famílias, ao acompanhamento de gestantes e ao cuidado com crianças de até 6 anos. À frente da Pastoral da Criança, liderou e capacitou voluntários para atuar diretamente nas comunidades, com foco na redução da mortalidade infantil, sobretudo em casos de diarreia, desnutrição e sobrepeso.
O trabalho também incentivou a realização do pré-natal e reforçou a importância da vacinação infantil. “Com amor e dedicação aos mais necessitados, ela viveu o que o próprio Jesus ensinou: ‘para que todos tenham vida, vida plenamente’”, afirmou Celinha Nora, amiga da religiosa. Segundo ela, a atuação de Irmã Hermínia foi além do aspecto social. “Seu trabalho não foi apenas social, foi profundamente humano e espiritual, evangelizando cada família visitada”, destacou.
Em 2025, Irmã Hermínia celebrou 90 anos de vida e foi homenageada pela trajetória de dedicação. Seu nome denomina uma Escola Municipal de Ensino Básico no bairro Solário da Mantiqueira.
Durante o período em Jaboticabal, permaneceu em uma residência que abrigava outras irmãs da congregação. O local passará a funcionar como casa de retiro, destinada a encontros de oração de religiosas de diversas regiões do país.
O retorno a São João não implica retomada de funções na Pastoral da Criança. Ao longo dos anos de atuação, dezenas de comunidades foram atendidas, centenas de famílias acompanhadas e milhares de crianças beneficiadas. “Mais do que números, sua missão deixou marcas de amor, fé e presença”, concluiu Celinha Nora.




