Com vias em situação precária, São João reativa usina asfáltica

Por Bruno Manson
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A situação das ruas e avenidas de São João da Boa Vista é um tema recorrente de reclamações entre os cidadãos. Buracos e desníveis no asfalto não causam apenas danos aos veículos, mas também representam um risco à segurança dos motoristas, motociclistas e pedestres.

Para constatar os problemas existentes nas vias públicas basta uma volta pela cidade.

Um exemplo disso é a avenida marginal em frente ao campus sanjoanense do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP). O local tem um grande fluxo de veículos e necessita de melhorias urgentes por conta dos desníveis e ‘retalhos’ de antigas ações de tapa-buraco no asfalto.

Reparos: tapa-buracos e pequenos recapes serão realizados inicialmente nas vias reportadas junto à Ouvidoria Municipal e nos locais com maior fluxo de veículos (Divulgação/Prefeitura de São João)

Paralelamente a este trecho está a Estrada Vicinal ‘João Batista Merlin’ — que se estende da rotatória em frente ao posto de combustíveis Santa Agda até o acesso à rodovia Dom Tomás Vaquero (SP-344). Apesar de ser uma das principais entradas do município, a via está completamente deteriorada. Conforme já anunciado pela prefeitura, a vicinal será inclusa no pacote viário que será licitado em fevereiro de 2026. Após este processo, a empresa vencedora será responsável pela manutenção do local. No entanto, enquanto isso não ocorre, os motoristas que utilizam o trecho sofrem com as péssimas condições do asfalto.

USINA DE ASFALTO

A prefeitura sanjoanense anunciou nesta semana a retomada dos serviços de reparos no asfalto, como recapeamentos e tapa-buracos. A ação foi possível graças à reativação da usina asfáltica localizada junto ao Pátio Centralizador de Serviços, no Jardim Capituva.

Inaugurada em março de 2020, a usina de asfalto funcionou alguns meses e parou naquele mesmo ano por conta da falta de manutenção. Com a mudança de administração, a prefeitura não providenciou os reparos necessários e o maquinário permaneceu parado.

Em janeiro deste ano, a atual gestão municipal anunciou que iria retomar o funcionamento da usina. Para isso contratou a Machsys Engenharia e Sistemas, fabricante de peças de máquinas sediada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A empresa realizou os reparos e testes necessários no final de setembro.

TAPA-BURACOS E RECAPES

Segundo o Departamento Municipal de Obras e Serviços Públicos, a usina voltou a operar com capacidade de produzir entre 10 e 20 toneladas de massa asfáltica por hora, totalizando até 160 toneladas em uma jornada de trabalho de 8 horas. Essa produção será direcionada principalmente aos serviços de tapa-buracos e pequenos recapes, atendendo integralmente à demanda atual. Para isso, uma equipe composta por seis servidores, atuará diariamente neste trabalho.

Segundo a pasta, a definição das vias seguirá critérios técnicos e de prioridade: primeiramente serão atendidos os pedidos registrados na Ouvidoria Municipal e os locais com maior fluxo de veículos e, na sequência, o trabalho será planejado por bairros. “É importante destacar que serão realizados prioritariamente os serviços de tapa-buracos e pequenos recapes, não havendo previsão de recapeamentos completos”, relatou o departamento.

MATERIAL

A usina de asfalto utiliza o CAP 30/45, ligante asfáltico de alto desempenho, ideal para vias de tráfego intenso e regiões de temperatura elevada. Esse material garante maior resistência, reduz o desgaste e diminui a frequência de reparos, oferecendo excelente custo-benefício e maior durabilidade.

ECONOMIA

De acordo com a prefeitura, a retomada da produção própria traz ganhos expressivos em economia. Enquanto o custo interno é de aproximadamente R$ 514 por tonelada, o valor anteriormente pago a empresas terceirizadas era de R$ 607,68 — podendo hoje chegar a cerca de R$ 700, segundo as últimas cotações. “Apenas com a produção destinada ao tapa-buracos, estimada em 120 toneladas mensais, a economia para o município ultrapassa R$ 11 mil por mês, chegando a quase R$ 135 mil por ano”, informou a administração municipal.

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