Após anos de vida pública, Sidney Beraldo faz um diagnóstico da carreira marcante em entrevista ao O MUNICIPIO
Como avalia o período no Tribunal?
Beraldo: Nunca havia pensado em me tornar conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, mas hoje vejo que não poderia completar o ciclo de minha carreira na vida pública de uma maneira mais apropriada. Como vereador, prefeito de São João, deputado estadual por quatro mandatos e duas vezes secretário de Estado, sempre pautei minha atuação pela efetividade no gasto público. Em um país com tantas desigualdades como o nosso, o desperdício de recursos públicos, seja por má gestão, seja por corrupção, é inaceitável. Portanto, encerrar minha trajetória em um órgão que tem como missão zelar pelo bom uso do dinheiro originário dos impostos que pagamos foi uma honra. O TCE-SP tem um corpo técnico muito capacitado e extremamente comprometido. Por isso, pudemos desenvolver projetos como o Índice de Efetividade da Gestão Municipal, o IEG-M, que avalia justamente a eficiência dos Executivos locais. Participar da evolução do Tribunal rumo ao que hoje há de mais moderno no controle externo, a auditoria de resultados, também foi um privilégio. Isso ampliou nossa atuação de maneira decisiva. Iniciativas como as fiscalizações-surpresa e os acompanhamentos de execuções contratuais agora permitem que tomemos decisões com mais celeridade, diminuindo o impacto de eventuais erros na vida de quem depende do Estado para serviços como saúde e educação. Afinal, de que adiantava julgar um contrato irregular depois que ele estivesse encerrado? Hoje estamos não só investindo, cada vez mais, na orientação dos gestores para evitar incorreções, mas também descobrindo as falhas rapidamente. Com isso, podemos determinar que esses problemas sejam corrigidos antes que os cidadãos sofram com a paralisação de serviços. Foi, portanto, um período de grande aprendizado, que só complementou minhas experiências no Legislativo e Executivo. Só posso agradecer.

Fatos marcantes no TCE-SP.
Beraldo: Sem dúvida nenhuma, a criação do IEG-M, uma ferramenta extraordinária para a avaliação de como estão sendo utilizados os recursos públicos e, consequentemente, da qualidade dos serviços oferecidos aos cidadãos. Muitas vezes os gestores reclamam, dizendo que o Tribunal faz cobranças como se estivéssemos na Noruega, mas não pedimos nada que já não seja exigido por lei. E os políticos eleitos têm obrigação de cumprir a lei. Além disso, o TCE-SP investe, cada vez mais, em seu papel pedagógico, orientando e prestando esclarecimentos sobre tudo o que está sendo feito. Foram dez anos de cursos, palestras e até mesmo de consultorias individualizadas de nossos servidores. Acima de tudo, temos que pensar no impacto dessa ferramenta na vida das pessoas. Isso é importantíssimo. Afinal, quando a nota de um município sobe, significa os serviços estão melhorando. E esse deve ser o principal objetivo do controle externo. Porque, muitas vezes, os contratos estão legal e formalmente corretos, mas o objetivo previsto não é cumprido. Sem iniciativas como o IEG-M e as fiscalizações-surpresa não descobriríamos isso. Sempre cito o caso de um aparelho para exames adquirido por uma prefeitura. A compra seguiu todos os padrões e leis, mas a máquina não estava em uso. Permaneceu dentro de uma caixa durante anos porque as instalações do posto de saúde não eram adequadas. Se não tivéssemos ido até lá, nunca saberíamos disso. Esse é o nosso papel.
Como surgiu a ideia do IEG-M?
Beraldo: Assim que cheguei ao Tribunal, quis entender como tudo funcionava. Um grupo de técnicos do setor de Auditoria Eletrônica me apresentou o que seria o embrião do IEG-M. Naquele momento, a partir dos milhares de dados coletados pelo TCE-SP, eles haviam feito um levantamento sobre tecnologia da informação nos municípios. Vi o potencial extraordinário daquele instrumento, e então começamos, juntos, a discutir como avançar em outras áreas. Fizemos dezenas de reuniões com representantes de entidades de classe, da sociedade civil, do governo e das universidades para que todos pudessem dar suas opiniões a respeito do que deveria ser avaliado. Foi um trabalho complexo e que envolveu um grupo enorme de especialistas nas mais diversas áreas. Além disso, todos os anos reavaliamos o questionário para adaptá-lo a eventuais mudanças legais.

Quais os planos agora?
Beraldo: Pretendo desacelerar um pouco. Foram anos intensos e de muito trabalho. Quero agora cuidar da saúde, colocar a leitura em dia, aproveitar os netos e a família. Viver sem horários e sem grandes compromissos. Tenho ainda a empresa da família, que é administrada por minha filha, mas agora estarei um pouco mais presente para ajudá-la no que for preciso. Também quero viajar. Tenho a sorte de ter amigos muito próximos, que estão na mesma fase da vida. Poderemos aproveitar esse tempo livre para conhecer lugares novos. Depois desse período sabático, o primeiro em minha vida, se sentir a necessidade de fazer algo mais, pensarei no assunto. Acho que ainda posso contribuir de alguma forma no setor público, mas sem cargos, sem disputar eleições. Isso já está decidido. Talvez apenas desenvolvendo atividades pro bono. Sempre que eu puder ajudar em alguma coisa, farei isso, mas somente como cidadão.
Como avalia a administração do prefeito Vanderlei Borges de Carvalho?
Beraldo: Vanderlei é um servidor de carreira extremamente capacitado, com muita experiência administrativa. Demonstrou isso quando foi um bom prefeito por oito anos, depois de eleito em 2012 e 2016. Agora voltou ao cargo para comandar uma cidade com muitos problemas e só soube da real gravidade de muitos deles ao voltar ao poder. Precisou de tempo para poder colocar a situação em ordem. Dito isso, acredito que é o homem certo no lugar certo. Afinal, são muitos os desafios herdados da gestão anterior e, em casos assim, o primeiro ano de mandato, infelizmente, acaba se tornando um período de reconstrução de tudo o que foi desorganizado.
Mensagem para São João?
Beraldo: É bom estar definitivamente de volta. Nunca deixei de vir, mas agora a cidade passa a ser meu único endereço. Todos sabem o carinho que tenho por São João, que me deu tudo o que tenho. Aqui, meus pais construíram seus negócios, e eu constituí família e comecei minha carreira na vida pública. Nada mais natural, portanto, que me importe com o que acontece no município. Farei sempre o que puder para ajudar, como qualquer outro cidadão.
São cinquenta anos voltados à vida pública. Valeu a pena?
Beraldo: Claro! Não seria quem sou se não tivesse me dedicado àquilo em que acredito. Se as pessoas que se importam não se interessassem pela vida pública, o que aconteceria com este país? Não é fácil, mas sempre é possível fazer alguma coisa para melhorar. Vivemos tempos desafiadores, não há dúvida, mas, até por isso, não podemos desanimar. Se cada um desempenhar a sua função, por menor que seja, da melhor maneira possível, com honestidade, comprometimento e espírito público, podemos avançar. Pode levar tempo, mas funciona.
Trajetória vitoriosa como chefe de família e empresário
Beraldo é uma pessoa rara, que consegue acumular virtudes, sensibilidade, competências, seriedade – tudo isso e mais, comprovados durante uma longa e vitoriosa trajetória de homem público, empresário e chefe de família exemplar.
Merece todas as homenagens já recebidas e outras muitas que virão celebrar os seus feitos.
Considero-me privilegiado de ser, há décadas, amigo, testemunha presente e parceiro inseparável de sua história admirada por todos que com ele conviveram.
Parabéns, Sidney Beraldo, por mais uma missão cumprida com louvor e honra.
Silvio Torres é ex-deputado Federal

Beraldo construiu legado de bons exemplos e dignidade
Quero, por meio deste dinâmico jornal, saudar um filho ilustre de São João da Boa Vista, por quem tenho grande respeito.
Há muito acompanho, com admiração, a história de Sidney Beraldo. É um verdadeiro testemunho de ética, competência e espírito público.
Fiel às raízes cultivadas em sua terra natal, ele tem honrado a sua origem no digno cumprimento das mais distintas funções de relevância pública que assumiu ao longo da vida.
Seu preparo e suas reconhecidas qualidades lhe permitiram provar ser um polivalente e proficiente servidor da sociedade. Como conselheiro do Tribunal de Contas, deputado e presidente da Assembleia Legislativa, secretário de Estado, prefeito e vereador, Sidney Beraldo tem cumprido com irrepreensível lisura e desvelo as elevadas incumbências que lhe são atribuídas, e construído, assim, um legado de bons exemplos, dignidade e compromisso com o interesse público.
Geraldo Alckmin é vice presidente da República

Referência na vida pública sobre como servir ao cidadão
A conclusão da jornada de Sidney Beraldo no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo inspira uma profunda reflexão. Vejo este momento não como um ponto final, mas como a celebração de um capítulo de imensa dedicação à vida pública, que tive o privilégio de acompanhar de perto e que, em grande medida, moldou minha própria compreensão sobre o que significa servir ao cidadão. Para mim, Sidney Beraldo é, e sempre será, uma referência, e tenho certeza de que sua experiência e visão continuarão a contribuir para o debate público de novas maneiras.
Tive a honra de ser seu diretor na Prefeitura de São João da Boa Vista, durante seu mandato entre 1983 e 1988. Naquela época, pude observar a obstinação de um gestor que não se contentava com o trivial. Beraldo tinha uma visão clara de que a administração pública precisava ser eficiente e, ao mesmo tempo, humana. Sua preocupação com a qualidade dos gastos e com a efetividade das políticas, especialmente as voltadas aos que mais precisavam, era uma prática diária. Aprendi com ele que a boa gestão se mede pelos resultados concretos na vida das pessoas.
Sua trajetória política, iniciada ainda nos anos de 1970 como vereador em nossa cidade, sempre foi marcada pela capacidade de diálogo e pela defesa de ideais democráticos. Essa habilidade de construir pontes o acompanhou na Assembleia Legislativa, onde atuou por quatro legislaturas. Sua eleição para a presidência da Casa, com a aprovação unânime de seus pares, é um testemunho de seu perfil agregador e de sua liderança, respeitada por diferentes correntes de pensamento.
Mesmo em posições de destaque na Capital, Beraldo jamais se distanciou de suas origens. Trabalhou incansavelmente por nossa região, e sou testemunha de seu empenho pessoal para trazer a Unesp para São João da Boa Vista, um projeto pelo qual se dedicou com afinco quando foi secretário-chefe da Casa Civil do governador Geraldo Alckmin. A ampliação do ensino técnico e a modernização de nossas rodovias são outros exemplos de seu compromisso com o desenvolvimento regional.
Sua passagem pelo TCE-SP, a partir de 2012, representou a coroação de uma carreira pautada pela inovação. A criação do Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM) é um retrato de sua visão estratégica. Como prefeito, sei o valor de uma ferramenta que nos incentiva a ir além da conformidade legal, buscando a excelência nos serviços prestados à população.
Sidney Beraldo encerra sua missão no Tribunal de Contas como um homem público completo, moderno e conciliador. Deixa um legado de realizações e, para mim, a certeza de que a política, quando exercida com seriedade e propósito, é um poderoso instrumento de transformação.
São João da Boa Vista se orgulha de seu filho, e eu, pessoalmente, agradeço pela oportunidade de ter aprendido com um dos mais admiráveis gestores públicos do Estado de São Paulo.
Vanderlei Borges de Carvalho, prefeito de São João da Boa Vista

Homem compromissado com a pluralidade de opiniões
Trabalhando com política desde 1996, quando comecei no jornalismo como repórter na área, fui treinada para ser cética em relação aos agentes públicos.
Foi com esse espírito que recebi o convite para assessorar o conselheiro Sidney Beraldo em 2017, período em que ele assumia a Presidência do TCE-SP pela primeira vez. Já o conhecia como deputado, secretário de Estado e líder do PSDB em São Paulo, porém não tinha certeza se seria capaz de atuar ao lado de uma figura notória. Na primeira conversa, já me surpreendi com sua vontade de deixar uma marca no controle externo. E, desde então, meu respeito por ele só cresceu.
Embora meu instinto tenha me mantido permanentemente alerta, nunca vi o conselheiro deixar de agir com integridade e espírito democrático. Diante de provocações das mais diversas, testemunhei seu compromisso permanente com a pluralidade de opiniões e a vontade de fazer ainda mais e melhor para convencer quem dele discordava.
Bem-humorado e generoso, sempre deu atenção a todos, demonstrando que ninguém é invisível: servidores, cidadãos, colegas ou apenas estranhos. Independentemente do cansaço depois de uma palestra ou de longas entrevistas, em todas as ocasiões mostrou-se disponível para uma palavra, um abraço, um sorriso ou uma foto.
Apaixonado pelo ensino, leitor compulsivo e aficionado por números, é também um líder com a rara capacidade de comandar com determinação, mas gentileza. Assim, foi capaz de criar um ambiente de trabalho leve, repleto de comprometimento, afeto e confiança.
Sua incansável aptidão para ouvir fez com que o termo ‘conselheiro’ fosse, muitas vezes, interpretado literalmente. Não à toa, quando começamos a visitar diferentes setores do Tribunal como forma de agradecimento por mais de uma década de parceria, a palavra mais ouvida foi ‘desamparo’ — a mais fiel expressão de um sentimento compartilhado por todos aqueles que trabalham ao lado do dr. Beraldo.
Mas, se a nova fase afasta do Estado um grande homem, ganha a família, que, durante tanto tempo, teve de renunciar à convivência com o marido, pai e avô em benefício de todos nós. Nada mais justo que agora o tenham de volta.
Passados tantos anos do início de nossa intensa convivência, só tenho a agradecer. Pelo aprendizado, pelas risadas, pelo respeito e apoio irrestritos e, principalmente, por mostrar que nem todos os agentes públicos são iguais.
Patrícia Zorzan é jornalista

Uma vida de realizações, grande parte delas para sua terra natal
Muitos que não conhecem a história de nossa cidade, incluindo moradores de outras localidades bem maiores que a nossa terra, querem saber qual a razão pela qual São João da Boa Vista ocupa o papel que tem nesta região, sendo um município pequeno, com uma população não muito numerosa e sem uma fonte diferenciada de riquezas que pudessem explicar esta posição.
A resposta é simples: a cidade ocupa este lugar na região pela atuação de seus homens públicos. E isto não é uma opinião, é um fato histórico.
Tudo começou lá na primeira metade do século XIX, com o fundador de nossa cidade, monsenhor João Ramalho, escolhido senador por Dom Pedro II. Depois vieram os republicanos históricos coronel Joaquim José de Oliveira e seu filho, coronel Joaquim Cândido, primeiro deputado eleito representando a cidade. Seguiram-lhes outras figuras públicas de grande relevância no Estado de São Paulo, como os deputados dr. Theophilo Ribeiro de Andrade, dr. Oscar Pirajá Martins, dr. Teófilo de Andrade Filho, Miguel Jorge Nicolau, Nelson Mancini Nicolau e, é claro, Sidney Beraldo. Foi através da atuação destes e de outros grandes homens públicos de nossa história que São João da Boa Vista veio a ocupar a posição que agora tem na região e no Estado de São Paulo.
Sidney Beraldo ingressou na vida política após sua eleição para Vereador em São João da Boa Vista, ocupando uma vaga na Câmara Municipal, no período de 1977 a 1982, durante a administração do prefeito Nelson Nicolau, a quem sucedeu.
Durante a sua administração como prefeito Municipal, de 1983 a 1988, foram realizadas diversas obras, como a criação do Centro de Convivência do Idoso, a implantação de um grande plano de habitação popular, a aquisição e o início das obras do Theatro Municipal, a construção de Postos de Saúde e Creches em todos os bairros.
Destacaram-se em sua administração quatro obras que mudaram a fisionomia da cidade. Como imaginar São João da Boa Vista sem a ampliação da antiga passagem da estrada de ferro na rua Santo Antonio que dá acesso aos bairros Durval Nicolau e Nossa Senhora de Fátima? Sem a construção do viaduto Cyro Galvani, que dá acesso a uma das maiores regiões da cidade, hoje conhecida como DER, com o fim do cruzamento em nível com a Rodovia Estadual? Sem a retificação do leito do Rio da Prata, no bairro Pratinha, evitando as recorrentes enchentes? Por fim, como imaginar a nossa cidade com uma Estação Rodoviária localizada na região central? Alguém poderia imaginar hoje, ônibus e mais ônibus cruzando as ruas e avenidas centrais da cidade?
Após o fim de seu mandato de Prefeito, que foi considerado um dos mais importantes da história da cidade, Beraldo elegeu o seu sucessor, Gastão Michelazzo, tendo sido depois fundador e presidente do Diretório Municipal do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
Em São João da Boa Vista, foi também membro do Lions Clube e presidente da Associação Comercial e Industrial, no período de 1979 a 1981.
Em 1994, elegeu-se deputado Estadual, sendo reeleito para o cargo em 1998, 2002 e 2006. Na Assembleia Legislativa de São Paulo, ocupou diversos cargos, incluindo os de líder da Bancada do PSDB, líder do Governo Mário Covas, 1º vice-presidente e presidente, bem como foi o relator de importantes projetos, incluindo o de Renegociação da dívida do Estado, do Programa Estadual de Incentivo ao Desenvolvimento e da Regularização de Mananciais.
Foi ainda o autor da Lei que obriga o Estado de São Paulo a oferecer testes de HIV e Sífilis para gestantes, durante o pré-natal, em toda a rede pública de saúde; da Lei que estabelece a reparação por agressões ao Patrimônio Cultural do Estado; e da Lei que institui o Programa Universidade na Comunidade.
Coordenou a Frente Parlamentar de Apoio à Micro e Pequena Empresa do Estado de São Paulo, foi conselheiro da Fundação Padre Anchieta, idealizador do Fórum Legislativo de Desenvolvimento Econômico Sustentado, membro do Conselho Superior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e presidente do Diretório do PSDB do Estado de São Paulo.
Como deputado, contribuiu para que São João da Boa Vista recebesse inúmeras obras e recursos que colocaram a cidade entre as mais desenvolvidas do Estado de São Paulo.
No período de 2007 a abril de 2010, Sidney Beraldo ocupou o cargo de secretário estadual de Gestão Pública, coordenando, entre outras, a implantação das seguintes medidas: instituição do Programa de Melhoria da Qualidade do Gasto Público; instituição da Política de Promoção e Remuneração pelo Mérito; e expansão dos Programas Poupatempo e Acessa São Paulo.
De janeiro de 2011 a dezembro de 2012, foi o secretário-chefe da Casa Civil do Estado de São Paulo, inaugurando em sua gestão a nova sede do Arquivo Público do Estado e coordenando a implantação, entre outras, das seguintes medidas: instituição do Cadastro Estadual de Entidades; Decreto da Ficha Limpa Estadual; Decreto que combate enriquecimento ilícito de servidores públicos; e Decreto que regulamenta a Lei de Acesso à Informação.
Em mais um passo de uma trajetória de sucesso, foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Paulo, tomando posse em dezembro de 2012, tornando-se, pouco depois, coordenador do Índice de Efetividade da Gestão Municipal e sendo eleito sucessivamente para os cargos de corregedor, vice-presidente e presidente do Tribunal, aposentando-se em 2025.
Uma vida Pública riquíssima, que tanto contribuiu para a História de São João da Boa Vista, um município de cerca de 100 mil habitantes, que conta com Diretoria Regional de Ensino, Ambulatório Médico de Especialidades, Diretoria Regional de Saúde, Poupatempo, campus da Unesp, etc. etc. Como estaríamos hoje sem a participação do Beraldo? Será que contaríamos com todas estas benfeitorias?
Parabéns, Sidney Beraldo por sua biografia, indissociável da História de São João da Boa Vista.
Rodrigo Rossi Falconi é médico e membro da Academia Poços-Caldense de Letras





