Apesar da queda nas vendas, camelódromo ainda resiste ao tempo

Por Clovis Vieira
[email protected]

Inaugurado em dezembro de 2007, após a polêmica reforma do terminal rodoviário, o chamado camelódromo, que abriga comércio popular na rua Ademar de Barros, viu cair a frequência da freguesia em torno dos 50% de poucos anos para cá. Entre os 16 quiosques disponíveis, quatro estão desocupados; os demais nem sempre estão em atividade, pois seus ocupantes também atuam em feiras livres nos bairros. Projeto arquitetônico de Elda Martinez, profissional de São Caetano do Sul (SP), o complexo que abriga o terminal e o espaço popular de comércio passou a se chamar ‘Estação Mercado’ após a reinauguração.

Impacto: Francieude diz que vendas caíram cerca 50% com o surgimento das lojas virtuais (Clovis Vieira/O MUNICIPIO)

EXCLUSIVIDADE

Questionada sobre a forma de ocupação dos quiosques que compõem o essa central de vendas, a prefeitura comunicou: “O camelódromo foi construído para desocupar o passeio público da rua Ademar de Barros, que à época tinha partes ocupadas por barracas. Nessa oportunidade, a prefeitura realizou um sorteio entre aqueles ambulantes. No local há venda de produtos variados de responsabilidade dos ambulantes”.

Informou, também, que o local foi criado exclusivamente para esse tipo de comércio e somente pode ser ocupado por ambulantes. Sobre a possibilidade de uso por empresários interessados nos quiosques ociosos, a resposta foi: “Não. O ‘camelódromo só pode ser utilizado por ambulantes”. Nesse momento, a administração municipal não tem qualquer projeto ou estudo referentes à reforma ou revitalização do espaço, nem utilização com outra finalidade.

INTERNET

O passante que transita pela rua Ademar de Barros no dia a dia, pode observar a notória redução do movimento que antes agitava aquele corredor, antes repleto de camelôs, populares e uma centena de produtos de origem nem sempre muito clara. Alguns ocupantes dos quiosques arriscam dizer que o atual cenário de desemprego pode ser uma das causas da queda nas vendas. Muitos deles têm nessa atividade sua única fonte de renda.

A reportagem do O MUNICIPIO conversou com um comerciante que atua no ramo há 25 anos. Antes revendendo os produtos em barraca de rua, foi um dos sorteados para ocupar vaga disponível. “Deu uma quebrada boa, não é?!”, questionou Francieude Martiniano, 53, residente em São João há 30 anos, se referindo à concorrência que esse tipo de comércio enfrenta com as lojas virtuais disponíveis na internet. Ele afirma que sentiu uma queda nas vendas em torno dos 50%, desde o surgimento do comércio online.

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here