Por Bruno Manson
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Após mais de nove meses interditada, a intervenção na ponte da rua Campos Sales, na região central de São João da Boa Vista, finalmente foi concluída. O trânsito no trecho foi liberado na quarta-feira (15), porém, o local já começou a passar por alguns ajustes devido alguns problemas constatados no asfalto. A situação, logo após a liberação, gerou queixas nas redes sociais.
De acordo com o Departamento Municipal de Gestão e Planejamento Urbano, a obra recebeu um investimento de R$ 269.782,74, oriundo de recursos próprios e de contrapartida de empreendimento sujeitos a Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). “Os serviços executados compreenderam projeto, reforço estrutural das fundações, recuperação das alvenarias de pedra, execução de base de proteção em concreto, recomposição do pavimento asfáltico, reforma de poço de visita, guias e sarjetas, drenagem pluvial e muro de contenção do entorno”, explicou o engenheiro civil Milton Cavalcante Filho, diretor da Pasta.

RECLAMAÇÕES
Desde que o trânsito na ponte foi liberado, diversos motoristas perceberam alguns problemas no trecho. Conforme apurado, uma parte do asfalto próxima a calçada já afundou e uma tampa de esgoto não está corretamente nivelada, o que pode danificar algum veículo e até mesmo pôr em risco a segurança de quem passa de moto pelo local.
Diante das queixas, as equipes técnicas da prefeitura e da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) realizaram uma vistoria para verificar as condições do pavimento e o alinhamento das tampas de inspeção. Segundo a administração municipal, eventuais ajustes necessários serão executados de forma imediata, como parte do acompanhamento pós-obra, procedimento padrão para garantir a durabilidade e segurança da estrutura.
A gestão municipal afirma que irá acompanhar continuamente as condições da via e manter os reparos necessários, assegurando a qualidade do serviço prestado à população. “Essa ponte tem um grande emissário de esgoto que corta o leito do Córrego São João e a prefeitura já iniciou tratativas com a Sabesp para no futuro realocar esse tubo para melhorar a fluidez do córrego”, destacou a administração municipal.
ENTENDA O CASO
A ponte da rua Campos Sales foi interditada no dia 9 de janeiro por motivos de segurança. A estrutura é bastante antiga e apresentava sérios problemas em suas fundações, originalmente construídas sobre paredes de pedra — tanto nas laterais quanto no pilar central.
Sob a ponte passam duas galerias de água, sendo uma utilizada como extravasor do Córrego São João. No local também existem estruturas importantes: uma caixa de concreto da Sabesp e emissários de esgoto com 50 centímetros de diâmetro, que limitam a altura de passagem da água.
Em 2024, uma escavação foi realizada para aumentar a vazão do córrego e melhorar o escoamento. No entanto, a presença dessas estruturas impediu a continuidade do serviço e a escavação acabou rebaixando o leito do rio além do nível das fundações em pedra. Isso causou risco de erosão e acomodação da estrutura, comprometendo ainda mais a estabilidade da ponte. Diante deste problema, a prefeitura determinou a interdição do trecho, uma vez que a passagem constante de veículos — especialmente os mais pesados — poderia agravar os danos e colocar vidas em risco, inclusive de moradores das imediações.
ETAPAS
Uma empresa foi contratada para elaborar um diagnóstico detalhado, ocasião em que foi proposta a solução de reforço estrutural e a recuperação das fundações. A primeira etapa da intervenção teve início em julho, com a limpeza do local e construção de uma base de concreto para proteger os apoios da ponte e conter a erosão. Em agosto foram realizados os serviços de reforço do muro lateral da ponte, além de melhorias no emissário de esgoto, em parceria com a Sabesp. Já em setembro, a empresa responsável pela obra fez o escoramento do tabuleiro para a instalação das vigas de reforço projetadas. Todas as etapas foram acompanhadas pela Defesa Civil, a qual também participou da decisão pela interdição da ponte e dos estudos feitos no trecho.




