Por Bruno Manson
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A Polícia Civil prossegue as investigações para apurar a atuação da agência Rota Turismo em São João da Boa Vista. A empresa vendia pacotes de viagens, porém, não cumpriu suas obrigações com os clientes, decretou falência e não realizou o reembolso dos serviços contratados. Até o momento, cerca de 170 boletins de ocorrência foram registrados e quatro inquéritos policiais por suspeita de estelionato por meio eletrônico estão em andamento.

O delegado Fabiano Antunes de Almeida está conduzindo as investigações e relatou que uma das responsáveis pela Rota Turismo, a agente de viagem Karen Gomes Ribeiro, foi localizada e já prestou depoimento juntamente com uma funcionária da empresa. No entanto, ainda não se sabe o paradeiro de sua sócia, Michele Cunha de Carvalho, a qual continua sendo procurada pela Polícia Civil.
De acordo com ele, cerca de 300 pessoas teriam sido lesadas pela agência e as investigações apontam que o total do prejuízo causado seja entre R$ 1,5 milhão a até R$ 3 milhões. “Nós estamos trabalhando duro neste caso. Não podemos falar os detalhes da investigação que estão em andamento, mas a população pode ficar tranquila que iremos dar uma resposta”, relatou. “Vamos aguardar. Logo teremos boas notícias”, destacou o delegado.
ENTENDA O CASO
Com sede na avenida Dr. Durval Nicolau, no Parque dos Jequitibás, a Rota Turismo anunciou recentemente a falência, pegando muitos clientes de surpresa. O comunicado foi feito em um grupo de WhatsApp — com mais de 180 membros —, onde a empresa informou o encerramento das atividades. “A Rota Turismo comunica, com profundo pesar, o encerramento definitivo de suas atividades. Enfrentamos nos últimos tempos uma grave crise financeira, agravada por fatores que ultrapassaram nossa capacidade de controle e resposta. Após tentativas de reestruturação e negociação, chegamos ao ponto em que não é mais possível manter as operações da empresa em funcionamento, o que nos leva a reconhecer a falência operacional da Rota Turismo”, citou a agência. “Infelizmente, não há condições financeiras para realizar reembolsos dos serviços contratados e não prestados. A empresa, neste momento, não possui recursos ou ativos disponíveis para cobrir compromissos pendentes. Estamos cientes dos transtornos que esta situação pode causar e lamentamos profundamente os impactos para todos que confiaram em nosso trabalho ao longo dos anos”, finaliza a mensagem.
Após o comunicado, as agentes de turismo, Michele e Karen não foram mais encontradas. Diante disso, os clientes começaram procurar a Polícia Civil para relatar o caso. A orientação policial para quem adquiriu algum pacote de viagem por meio de cartão de crédito é fazer o bloqueio da compra para evitar um prejuízo maior. Já aqueles que pagaram pelo serviço terão que buscar na Justiça o ressarcimento dos valores.



