Por Clovis Vieira
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Passados exatos cinco meses da morte do músico José Aparecido Fumero Gomes Júnior, conhecido como Juninho Popó, aos 43 anos, seus companheiros do grupo musical ‘Pagode do Popó’, fundado por ele há três anos, ainda sentem essa perda em cada nova apresentação no palco. Morto após sofrer um acidente na Serra da Paulista, na manhã da sexta-feira, 23 de maio, Popó também era servidor público.
Um caminhão-pipa pertencente à frota municipal trafegava pela estrada vicinal da Serra da Paulista quando, na altura do km 11, o motorista do veículo perdeu o controle da direção; o caminhão-pipa bateu em uma árvore e capotou. Juninho Popó estava no banco de passageiro da cabine e não resistiu aos ferimentos. No grupo, ele era o vocalista e tocava cavaquinho.

PERDA IRREPARÁVEL
Cássio Douglas dos Santos, 50, um dos integrantes do ‘Pagode do Popó’, contou como recebeu a notícia do falecimento do amigo. “Eu estava trabalhando e comecei a receber mensagens no celular sobre a morte de um pagodeiro sanjoanense. Foi um policial, nosso amigo, que me ligou informando que tinha acontecido um acidente com o Popó”. A confirmação veio por meio de outro participante do grupo musical. “Para mim, naquele momento, acabou o mundo!”.
Colega musical de Popó há 28 anos, desde o grupo ‘Toca do Pagode’, Cássio afirmou que se sentiu “destruído” pela tragédia com o amigo. “Nós ficamos mais de um mês sem conseguir acreditar no que tinha acontecido”. Nos quase três anos de atividade do ‘Pagode do Popó’, as apresentações aconteciam regularmente às sextas-feiras, sábados e domingos em bares, restaurantes e casas de shows de São João e região. Essa regularidade serviu para unir os integrantes do grupo, mas também intensificou a sensação de perda.
PROJETO PESSOAL
Após a pausa causada pelo impacto da morte, uma reunião entre os remanescentes do ‘Pagode do Popó’ foi decisiva para a continuidade das apresentações, mas agora com um novo nome: ‘Samba 019’. “Nós temos a certeza de que o Popó queria que nós continuássemos nessa atividade musical. Então, começamos a fazer pequenos shows, porque graças a ele as portas continuaram abertas para nós”. Com a mesma formação anterior, mas sem o Juninho e com novo nome, esse grupo vai, aos poucos, ganhando espaço como artistas do pagode.
Cássio complementa, dizendo que o amigo era a figura principal do grupo, organizando ensaios, fechando contratos de shows, decidindo repertório. A primeira apresentação sem o Popó aconteceu em Águas da Prata, com muita emoção e homenagens ao colega morto. “O grupo era um projeto dele! Eu só lamento o que aconteceu no velório: com exceção dos amigos do extinto ‘Toca do Pagode’, eu não vi nenhum outro pagodeiro presente no local, prestando homenagem ao nosso querido Juninho Popó. Isso me deixou muito triste”, finalizou.




