Por Clovis Vieira
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Maestro e integrantes da Orquestra Brasileira Inclusiva (OBI) festejaram a chegada do troféu recebido na 8ª edição do Prêmio Profissionais da Música (PPM) de 2025, realizada entre os dias 26 e 29 de junho em Brasília (DF). Com 202 categorias, maior número de categorias na história do prêmio, sendo quatro voltadas à América Latina, a OBI concorreu e venceu na inédita categoria Pessoas Com Deficiência (PCD), suplantando oito finalistas dentre centenas de concorrentes. O concurso é promovido pela brasiliense GRV Produtora.

“Nós participamos desse certame musical desde 2018, em categorias como grupo musical, bandas, fanfarras entre outras. Sempre alcançamos as semifinais, mas desta vez, vencemos na categoria PCD, aberto pela primeira vez”, informou Henrique Toni, maestro e criador da Orquestra em 2017. O grupo é composto por sanjoanenses de diversas idades, e um pratense, com algum tipo de deficiência, que revelam o talento musical despertado por Toni. “É um prêmio que reconhece o trabalho pioneiro de todos na Orquestra”, comemorou.
CONVITES
Nesta mesma edição do PPM, também foi premiado o Festival Assad na categoria Melhor Festival de Música Instrumental. A premiação deste ano homenageou Alaíde Costa, Itamar Assumpção (in memoriam), Irlam Rocha Lima e Reco do Bandolim, e também buscou a internacionalização com tributos a Ruy Cezar Costa Silva e Solange Cesarovna. “Essa premiação é importante porque nos qualifica como uma orquestra já premiada. Já estamos em contato com Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São José dos Campos e Porto Alegre nos convidando para apresentações.
A importância desses convites, em apresentações pagas, revela-se na manutenção da OBI com suas despesas com transporte, alimentação, estadias em outras cidades e pessoal de apoio. “Temos recebido apoio municipal desde a criação do grupo. A cada passo dado pela Orquestra, a Prefeitura sempre foi apoiando, independentemente de qual prefeito estava atuando na cidade”. Atualmente, a OBI é composta por 15 alunos e três professores. “Quero destacar a felicidade que foi despertada nos familiares dos nossos integrantes quando o prêmio foi anunciado; foi como uma grande conquista mesmo”, finalizou.
INCLUSIVA
Cores e números foram os recursos utilizados por Toni para desenvolver uma linguagem musical que acabou resultando na criação da OBI. Ele chegou a criar uma banda de rock em Aguaí, com os alunos de educação especial. E foi aí que percebeu as possibilidades: além da fanfarra, além da banda de rock, Toni queria muito criar uma orquestra inclusiva que se tocasse música clássica e jazz. O acerto de sua decisão culmina agora, com a chegada do troféu oferecido pelo Prêmio Profissionais da Música 2025.




