Morador de São João é preso em ação da Polícia Federal

Por Bruno Manson
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Após uma minuciosa investigação, a Polícia Federal prendeu dois homens suspeitos pela fabricação de fuzis para organizações criminosas. A prisão aconteceu na noite desta quarta-feira (20), em ação conjunta com a Polícia Militar, enquanto eles descarregavam peças usadas no armamento em uma casa em Americana (SP). Um dos presos, de 38 anos, reside em Campinas (SP), e o outro, de 33 anos, é morador de São João da Boa Vista.

Armamento: 40 fuzis modelo AR-15 foram localizados durante a ação conjunta realizada (Divulgação/Polícia Federal)

De acordo com o delegado-chefe da Polícia Federal, Edson Geraldo de Souza, as investigações começaram há dez dias, após a PF receber informações sobre a existência de uma fábrica ilegal de armas de fogo em Santa Bárbara d’Oeste (SP), a qual estaria usando equipamentos industriais de alta precisão.

Ao apurar o acaso, os agentes notaram uma movimentação atípica no galpão denunciado que, supostamente, funcionava como unidade de produção de peças aeronáuticas. “Nós vimos uma movimentação noturna, uma falta de movimentação durante o dia e nós começamos a acompanhar ali o que acontecia”, afirmou o delegado.

FLAGRANTE

Durante a ação conjunta, os criminosos foram abordados no bairro Novo Mundo, em Americana. Nos dois carros que eles usavam foram encontradas diversas peças de armamento. Na ocasião, a dupla confessou que trabalhava na fabricação de armas e indicou o galpão onde as armazenavam. Foram apreendidos 40 fuzis modelo AR-15, já em fase de finalização. Além disso, as peças apreendidas poderiam montar até 80 fuzis.

PRODUÇÃO

Os suspeitos disseram aos policiais que fabricavam réplicas do armamento, para vendê-las para compradores em diversos estados do Brasil. “Nós voltamos à fábrica e constatamos ali que realmente existe uma grande quantidade de equipamentos milionários, com alta precisão e software necessário para produzir essas peças. Essas peças não foram produzidas num modo comum, por impressora 3D, mas por usinagem, onde a peça é completa, robusta e muito mais resistente. Então, nos chama a atenção a precisão, a quantidade e a forma que eram produzidas essas armas”, comentou Souza.

INVESTIGAÇÕES PROSSEGUEM

Os dois não tiveram a identidade revelada e foram presos em flagrante por posse e comércio ilegal de arma de fogo. As penas podem chegar a 18 anos de prisão. A Polícia Federal informou que as investigações prosseguem para identificar outros envolvidos nesta ação criminosa.

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