Por Pedro Souza
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Os meses de agosto e setembro marcam o período de reprodução dos escorpiões, o que aumenta o risco de acidentes e pode agravar a gravidade dos casos. Em São João da Boa Vista, a situação preocupa. Até 6 de agosto deste ano, 166 acidentes com escorpiões foram registrados, segundo dados da Vigilância Epidemiológica do município. Para comparação, em todo o ano de 2024 foram registradas 196 picadas.

O especialista em Vigilância em Saúde Ambiental e chefe de Serviço de Controle de Vetores e Zoonoses de São João da Boa Vista, Hércules Fonseca, explica que na cidade há duas espécies: o Tityus serrulatus, popularmente chamado de escorpião-amarelo, encontrado em regiões próximas à linha do trem e aglomerados urbanos próximos a áreas verdes, e o Tityus bahiensis, conhecido como escorpião-marrom, mais comum próximo a áreas verdes.
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) mantém ações de controle durante todo o ano, incluindo visitas técnicas para orientar a população sobre manejo ambiental, com o objetivo de eliminar condições favoráveis à presença dos escorpiões.
Quando são encontradas situações sanitárias inadequadas em imóveis, os proprietários são notificados para tomar providências. Se nada for feito, é aberto processo administrativo com autuação e multa. No caso de terrenos sem edificações, o problema é encaminhado ao Departamento de Meio Ambiente.
“O CCZ também desenvolve ações educativas em escolas, buscando conscientizar desde cedo sobre os cuidados necessários para evitar a proliferação de escorpiões”, alertou Hércules.
As denúncias de imóveis ou terrenos em condições inadequadas, assim como pedidos de orientação técnica, podem ser feitos pela ouvidoria municipal ou diretamente ao CCZ pelo telefone (19) 3631-6768, ou presencialmente na Rua Antônio José Milan, 400, Jardim Vila Rica.
Hércules Fonseca reforça que é imprescindível que a população adote medidas preventivas não apenas no início da primavera ou em períodos mais quentes, mas durante todo o ano. Isso inclui evitar o acúmulo de entulhos, lixo verde e materiais inservíveis, além de manter ralos protegidos e frestas vedadas. Outra medida importante é controlar a presença de baratas, principal alimento dos escorpiões. O especialista também alerta que o uso de veneno não é eficaz contra escorpiões e não é recomendado pelos órgãos de saúde.




